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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

TJ instala centro judiciário em Nova Serrana

27 de abril de 2017

“Na resolução de conflitos, os métodos autocompositivos têm efeito pacificador maior que os desfechos impostos por magistrados.” Essa é a síntese do pensamento do juiz Maurício Pinto Ferreira, que representou o 3º vice-presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Saulo Versiani Penna, hoje, 26 de abril, na inauguração do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) na Comarca de Nova Serrana. 

Cejusc

Foto: Divulgação

O magistrado destacou que tanto a mediação quanto a conciliação possibilitam a resolução de conflitos de maneira mais rápida, barata e eficaz. Segundo ele, o risco de injustiça é muito menor, por ter a participação das pessoas envolvidas na solução dos seus próprios conflitos. “Por meio do acordo, ambas as partes saem vitoriosas”, disse o juiz. 

De acordo com o diretor do foro da comarca, juiz Rômulo dos Santos Duarte, o Cejusc é o ambiente propício para a concretização da mediação e da conciliação. “Nesses institutos, tão festejados pelo Código de Processo Civil de 2015, vislumbro uma possibilidade concreta de alcançar uma justiça mais célere e a tão almejada paz social. É o que espero que aconteça em Nova Serrana”, disse o magistrado. Ele ressaltou ainda que tais objetivos se tornam mais factíveis, pois o exercício da cidadania e o acesso à Justiça serão exercitados de forma mais ampla. 

Para o juiz Rodrigo Péres Pereira, que irá coordenar o Cejusc de Nova Serrana, o acesso ao Poder Judiciário é algo tão fundamental ao ser humano que não lhe pode ser negado sob qualquer ótica. “A mão da Justiça é que acalenta o desalentado”, ressaltou. O magistrado considera que a ampliação do número de centros judiciários pelo TJMG demonstra o caráter inovador do Judiciário mineiro, que cada vez mais abre portas para o cidadão e permite que ele seja protagonista na solução de seus conflitos. Destacou também que tal iniciativa revela uma mudança de paradigma: o da cultura do litígio para o da cultura do acordo. 

Cejusc

A Resolução 661/2011 instituiu em todas as comarcas do estado os centros judiciários de solução de conflitos e cidadania. Eles são unidades do Poder Judiciário que concentram a realização das audiências e sessões de conciliação e mediação, processuais e pré-processuais, bem como o serviço de atendimento e orientação ao cidadão. As normas para instalação e funcionamento dos centros nas comarcas do Estado de Minas Gerais estão disciplinadas na Resolução 682/2011.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Institucional do TJMG

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