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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

Rumos da magistratura nacional passam por Minas

04 de julho de 2008


Nelson Missias de Morais*


Junto com 2008, iniciamos uma nova etapa da organização e do

fortalecimento da magistratura mineira e nacional. Depois do resgate e

cristalização da unidade interna, em 2007, chegou a hora de conquistar vez

e voz no debate nacional sobre os rumos e futuro da magistratura e do

Judiciário. Temos que voltar planejamento e ações para Brasília, somando

forças com todas as associações estaduais sob a liderança da nova direção

da Associação dos Magistrados Brasileiros. O primeiro passo está sendo

dado agora, no próximo dia 15, em Belo Horizonte, com a largada dos

trabalhos da nova AMB, que recebeu o apoio expressivo dos mineiros.


Não foi por acaso que o comando nacional da Associação, liderado pelo

presidente Mozart Valadares e por três ilustres mineiros – o

vice-presidente, juiz Doorgal Andrada, o desembargador José Nepomuceno

Silva (vice-presidente da Escola Nacional da Magistratura) e o juiz Tiago

Pinto (membro do Conselho Fiscal) –, escolheu Minas, num gesto de

reconhecimento da importância do Estado e da unidade da magistratura

mineira.


Em mais um reflexo da importância do novo momento, estarão presentes aqui

os presidentes de Associações estaduais de todo o país, além de toda a

diretoria da AMB. Esta será a primeira reunião da atual diretoria fora de

Brasília, demonstrando que a nova AMB também quer uma gestão participativa

e interiorizada, como a nossa, descentralizando suas ações para outros

estados, começando por Minas.


O objetivo é um só e consensual, ou seja, defender permanente e

intransigentemente as prerrogativas da magistratura no plano nacional. A

exemplo de 2007, este ano será muito importante para todos nós, quando o

Congresso Nacional vai priorizar projetos relacionados ao Poder

Judiciário, especialmente a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman).


Embora o ano seja eleitoral em todo o país – o que limitará o avanço do

debate -, não se pode descuidar dos trâmites nas comissões temáticas do

Congresso Nacional, onde as discussões realmente acontecem e devem

delinear os rumos da Loman. Mais do que nunca será necessária a união de

todos os magistrados brasileiros, respaldando seus dirigentes na defesa da

independência e na maior efetividade do Judiciário, valores intrínsecos

para uma Justiça cidadã.


Como sede da primeira reunião da atual diretoria da AMB fora de Brasília,

Minas, com o exemplo de sua unidade interna, poderá ser o berço da união

nacional e base de novas conquistas, baseadas na postura de permanente

defesa de nossas prerrogativas.


Vamos nos preparar intensamente para o desafio, ouvindo a magistratura e

adaptando nosso estatuto na direção de um Judiciário que sonhamos e

queremos: moderno e eficaz. Queremos e precisamos avançar na organização e

nas conquistas.


Por isso, defendemos com urgência a reforma da Loman e da Lei de

Organização e Divisão Judiciárias (LODJ), que seja capaz de incluir a

grande base da magistratura nas deliberações sobre os destinos do

Judiciário, ampliando ainda sua participação na administração dos

tribunais. Por sua responsabilidade social e preparo profissional, os

juízes deveriam ter o direito de votar e participar da gestão pública.


Afinal, a ausência de todos os magistrados na escolha de seus

representantes afeta também o debate necessário sobre as prioridades nos

tribunais, como, por exemplo, a definição da peça orçamentária do

Judiciário. Em sua gestão itinerante e participativa, a Amagis defenderá

sempre o amplo debate e a participação da base da magistratura na

definição de seus próprios rumos. Os interesses e objetivos do grande

contingente da magistratura são também a nossa meta e visam o

aprimoramento da gestão pública e do próprio Judiciário.


Se é reduzido o debate sobre a administração e a utilização dos recursos

em favor de uma prestação jurisdicional adequada ao atendimento do

cidadão, toda a sociedade sai perdendo e a Justiça não se efetiva. Quem

está na ponta sabe melhor o que é importante para o cidadão e para a

efetividade do Judiciário. Precisa e deve ser ouvido na hora da escolha de

seus dirigentes e nas prioridades. Esse debate precisa ser feito e

enfrentado para que alcancemos o Judiciário que sonhamos e que a sociedade

merece.


No plano estadual, a gestão integrada será mantida, ouvindo a magistratura

em todas as questões que lhe dizem respeito e pautando nossas ações,

sempre, pela via do diálogo, como fizemos no ano passado. Por aqui, também

temos nossos próprios desafios, com o compromisso de fazer avançar a nova

LODJ. A Amagis se fará presente, por meio de sua comissão especial da LODJ

e de todos os magistrados mineiros, nos debates de cada etapa do projeto

na Assembléia Legislativa.


(*) Presidente da Amagis

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