Resumo de noticias desta sexta-feira
Coronavírus
O Ministério da Saúde registrou desde o início da pandemia 619.641 mortes em decorrência da covid-19, conforme boletim divulgado nesta quinta-feira (6). Nas últimas 24 horas, foram confirmadas 128 novas mortes. Ontem (5), o painel de informações do ministério registrava 619.513 óbitos. Ainda há 2.830 mortes em investigação, dados que não vêm sendo atualizados nos últimos dias. As mortes em investigação ocorrem pelo fato de haver casos em que o paciente faleceu, mas a investigação se a causa foi covid-19 ainda demanda exames e procedimentos posteriores. As secretarias de Saúde contabilizaram até o momento 22.386.930 pessoas infectadas pelo coronavírus desde o início da pandemia. Entre ontem e hoje, os órgãos de saúde confirmaram 35.826 diagnósticos positivos da doença. Ontem, o total de casos acumulados estava em 22.351.104. Ainda há 140.453 casos em acompanhamento, de pessoas que tiveram o quadro de covid-19 confirmado. Ontem, o número de pessoas infectadas com casos ativos estava em 116.118. Até esta quinta-feira, 21.626.836 pessoas já se recuperaram da doença. (Agência Brasil)
Coronavírus I
A primeira morte em decorrência da variante Ômicron foi confirmada nesta quinta-feira (6) no Brasil. Trata-se de um homem, de 68 anos, que possuía doença pulmonar obstrutiva crônica e hipertensão arterial. A informação é da Secretaria Municipal de Saúde da cidade de Aparecida de Goiânia, em Goiás. Conforme a pasta, o homem estava imunizado com duas doses da vacina contra covid-19 e recebeu reforço. A doença foi identificada após ele ter contato com outra pessoa infectada, que recebeu diagnóstico positivo para a cepa. Segundo o secretário municipal de Saúde, Alessandro Magalhães, o paciente tinha problemas crônicos que “são fatores de risco da covid-19″. Ele ainda pediu que a população não deixe de usar máscara, evite aglomerações e tome a vacina. “Uma vida perdida em meio a milhares salvas pela imunização”, destacou. Conforme o chefe da pasta, a Delta ainda é predominante na cidade, mas a disseminação pela Ômicron já é realidade. (Rádio Itatiaia)
Minas
Minas Gerais tem 167 casos confirmados da variante Ômicron, do coronavírus. As infecções foram identificadas em 22 municípios do Estado. Os dados foram atualizados nessa quinta-feira (6) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Ainda não foi contabilizada nenhuma morte causada pela nova cepa em Minas. As cidades que mais registraram casos foram Belo Horizonte, com 76, Extrema, com 19 e Pouso Alegre, com 17. Também foram confirmados casos em Itaúna (14), Contagem (7), Nova Lima (6), Betim (4), Barbacena (3), Lavras (3), Juiz de Fora, Itamogi, Itamonte, Lagoa Santa e Passa Quatro (2 cada), Maria da Fé, Passos, Ribeirão das Neves, Sete Lagoas, Três Pontas e Varginha (1 cada), e ainda casos de outros estados (3). Nenhum dos pacientes infectados até o momento precisou de internação hospitalar. Todos ficaram em isolamento domiciliar e cumpriram os protocolos sanitários. (Rádio Itatiaia)
Minas I
O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, disse em entrevista coletiva nessa quinta-feira (6) que a variante Ômicron deve ultrapassar a Delta em questão de semanas em Minas Gerais. Apesar de menos letal, o chefe da pasta disse que a cepa sul-africana é mais contagiosa e deve contribuir para um aumento exponencial de casos de Covid no Estado e deixar os pronto-atendimentos mais cheios. “Certamente teremos um grande aumento [de casos], porque a Ômicron é muito infectante e as pessoas infelizmente estão reduzindo o uso de máscaras e se aglomerando mais. A expectativa é que em janeiro atinja um aumento exponencial de Ômicron, porque a Delta quando foi identificada em Minas não causou onda, mas a Ômicron vai causar. A expectativa é que teremos pronto-atendimento mais cheio”, disse. (Rádio Itatiaia)
Vacina
Pessoas com idades entre 59 e 58 anos recebem a dose de reforço da vacina contra a covid-19 em Belo Horizonte, nesta sexta-feira (7). Mas, atenção, para receber o imunizante, é necessário que a data da segunda dose tenha completado quatro meses. De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), é necessário levar o cartão de vacina, a identidade, CPF e o comprovante de residência na capital. No sábado e domingo não haverá vacinação na capital mineira. Mas, na próxima segunda-feira (10), pessoas com 57 e 56 anos vão receber a dose de reforço. Clique aqui e saiba onde se vacinar contra a covid-19 nesta sexta-feira. (Rádio Itatiaia)
Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que recomendou a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a covid-19. “A Anvisa virou um outro poder no Brasil. É a dona da verdade em tudo”, disse o chefe do Executivo em sua primeira transmissão ao vivo semanal nas redes sociais em 2022. Mais cedo, durante uma entrevista à TV Nova Nordeste, de Pernambuco, Bolsonaro já havia feito críticas à agência. Um dia depois de o Ministério da Saúde anunciar o início da vacinação infantil no País, o presidente chamou quem defende a imunização desse grupo etário de “tarados por vacina”. “Qual o interesse da Anvisa?”, perguntou. Durante a live, o chefe do Executivo também voltou a colocar em dúvida a eficácia das vacinas, comprovada cientificamente. Bolsonaro citou casos de reinfecção pelo coronavírus, sem citar que as pessoas imunizadas podem contrair a doença, mas geralmente apresentam sintomas leves. “Está comprovado que quem está totalmente vacinado pode contrair o vírus, pode transmitir também”, declarou. “Vacina é algo que ainda desperta muita desconfiança”, acrescentou, ao citar os efeitos colaterais da imunização contra o coronavírus. Bolsonaro voltou a dizer que não vacinará a filha Laura, de 11 anos. Sem citar nenhum estudo, disse que crianças vacinadas podem sentir dores no peito e falta de ar. (Estadão)
Economia
O ministro Paulo Guedes (Economia) foi o titular de pasta do governo Jair Bolsonaro (PL) que mais viu verbas encolherem durante a tramitação do Orçamento de 2022. Para a equipe do Ministério da Economia, a tesourada de R$ 2,5 bilhões feita pelo Congresso pode comprometer atividades já neste primeiro semestre. Agora o time de Guedes tenta encontrar saídas para o problema. A tesourada é vista por integrantes do próprio governo como uma retaliação do Congresso a Guedes, com quem o Legislativo tem uma relação turbulenta. Em contraste, ministérios de aliados dos congressistas ou com ações que beneficiam redutos eleitorais —como Cidadania, Desenvolvimento Regional e Infraestrutura— tiveram aumento ou cortes marginais. O corte na Economia foi de 52% em relação à proposta inicial do governo, caso desconsiderada a verba do Censo Demográfico —gasto extraordinário da Economia blindado por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). Ainda que o levantamento entrasse na conta, no entanto, a pasta continuaria sendo a mais prejudicada, com uma redução de 34%. O clima na equipe econômica é de insatisfação com o relator-geral do Orçamento, deputado Hugo Leal (PSD-RJ). Relatos ouvidos pela Folha afirmam que ele “pisou na bola” e que o governo terá de consertar o que são considerados erros enormes. O deputado foi procurado, mas não respondeu aos questionamentos. O ministério ainda está fazendo um levantamento detalhado sobre o impacto do corte e a partir de que mês os programas da pasta ficarão prejudicados. O diagnóstico até agora é que as atividades podem ficar comprometidas por falta de recursos já a partir de maio caso nada seja feito. (Folha de S. Paulo)
IPVA
As guias para pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em Minas já estão disponíveis para emissão no site do governo do Estado. Os valores, como anunciado em dezembro passado, foram congelados e são os mesmos aplicados em 2021. A escala de vencimentos também já foi divulgada. As guias para pagamento do IPVA só estão disponíveis atualmente para automóveis registrados em Minas até 1º de janeiro de 2021. Isso acontece porque o valor do imposto de 2022 está baseado na atualização da tabela Fipe de 2020. Portanto, veículos novos ainda não possuem base de cálculo, porque está sendo atualizada. O mesmo vale para os carros registrados em outros estados e que chegaram em Minas após janeiro do ano passado. De acordo com a Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF-MG), a orientação para donos de veículos novos e vindos de outros estados é de que os contribuintes aguardem o lançamento oficial do IPVA 2022, previsto para a segunda quinzena de janeiro. O pagamento do IPVA direto em bancos arrecadadores, sem necessidade de emitir guia, também ficará disponível a partir da segunda quinzena deste mês. (Hoje em Dia)
Chuva
Em apenas sete dias, a Regional Centro-Sul já registrou quase 60% do volume esperado para todo o mês de janeiro para BH. A informação é da Defesa Civil da capital mineira. A média climatológica para janeiro no município é de 329,1 milímetros de chuva. De 1º de janeiro às 6h20 desta sexta-feira (07/01), a Região Centro-Sul teve 191,3 milímetros de precipitação, que é 58% da média. Logo atrás estão as regiões Leste, com 16,2 milímetros, 49% da média, Noroeste, com 146,6 milímetros, correspondente a 45%, e Oeste, com 144,4 milímetros, que é 44% do previsto. A Defesa Civil também divulgou a chuva acumulada em 12 horas, até as 6h20. A região onde mais choveu nesse intervalo foi o Barreiro, com 19,8 milímetros. (Estado de Minas)
Djokovic
A Austrália não expulsará, de forma imediata, o atual número um do tênis, Novak Djokovic, informou um advogado do governo durante uma audiência nesta quinta-feira. Christopher Tran garantiu que o país não planeja concluir a expulsão antes da audiência, prevista para segunda-feira. O tenista permanece retido no Park Hotel, um “hotel de quarentena” em Melbourne. A posição do governo foi tomada após os advogados de Djokovic entrarem com um pedido de liminar urgente para permitir que ele permaneça no país. Na quarta-feira, o sérvio foi barrado no aeroporto de Tullamarine assim que desembarcou para disputar o Aberto da Austrália e teve seu visto cancelado. Autoridades australianas alegam que ele não teria apresentado “padrões adequados de evidências” para entrar no país com a permissão médica especial que havia obtido na véspera. O documento permitia que entrasse e competisse em Melbourne mesmo sem comprovar a vacinação completa contra a covid-19. Djokovic já afirmou diversas vezes que é contra o imunizante. Ele se nega a revelar se tomou a vacina, o que o tornou alvo de polêmica nos últimos meses, principalmente após as autoridades australianas afirmarem publicamente que só aceitariam tenistas vacinados para o torneio. A permissão que Djokovic havia obtido é prevista na lei australiana para dar conta de casos específicos na pandemia. Serve para pessoas que não tomaram o imunizante para não piorar um quadro clínico grave causado por outra doença ou porque apresentaram reação grave na primeira dose ou ainda porque tiveram covid-19 nos últimos seis meses. (Estadão)