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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

Relatório do CNJ mostra que produtividade do TJMG melhorou em 2014

25 de setembro de 2015

“Os desafios são grandes. Embora nem sempre as condições sejam perfeitas, tenho a certeza de que o Judiciário está no rumo certo. É importante considerar que o número de demandas aumentou ao longo da década, em uma sociedade que credita ao Poder Judiciário, por vezes, o único meio de encontrar a almejada paz social.” Essas palavras são do presidente do Conselho Nacional de Justiça, ministro Ricardo Lewandowski, na apresentação da 11ª edição do relatório “Justiça em Números”, divulgada este mês. O documento reúne dadossobre o orçamento, a produtividade, os recursos humanos e a estrutura dos tribunais brasileiros.

 

A sensação expressa pelo ministro é a mesma que pauta o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Os esforços para promover a justiça em Minas são grandes: realização de mutirões de julgamento, instalação de Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejus), implantação do Processo Judicial eletrônico (PJe) em várias comarcas, entre muitas outras ações em desenvolvimento nas quase 300 comarcas do estado.

 

A desembargadora do TJMG Mônica Libânio e a juíza auxiliar da PresidênciaLisandre Figueira representaram o Tribunal mineiro no evento de divulgação do relatório. Segundo a avaliação das magistradas, “o grande avanço é que melhoramos o Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus), e a tendência é que os resultados de 2016 sejam significativamente melhores, uma vez que o resultado das ações desenvolvidas pela atual gestão do TJMG ainda não estão retratados no relatório divulgado em 2015”.

 

Ainda de acordo com as magistradas, o próximo “Justiça em Números” trará novidades. Ele terá novos indicadores, como o de duração de processos, de conciliação e de taxa de congestionamento líquida, que exclui os processos suspensos por repercussão geral. Elas informaram ainda que os temas mais debatidos no segmento estadual foram a gestão estratégica de demandas de massa e a priorização do julgamento dos processos dos maiores litigantes, que correspondem às metas 6 e 7 do Poder Judiciário deste ano e atendem à Resolução 160/2012 do CNJ.

 

Os números indicaram, em relação ao relatório anterior, que no TJMG houve um aumento no número de casos novos por magistrado (2,5%), na carga de trabalho (8,2%) e no número de processos julgados (5,6%). Foi registrado também um aumento no índice de produtividade dos magistrados em relação ao número de processos baixados.

 

O relatório “Justiça em Números” de2015, cujo ano-base é 2014, foi organizado a partir dos dados fornecidos por 90 tribunais, divididos em cinco segmentos: Justiça Estadual, Justiça Federal, Justiça do Trabalho, Justiça Militar, Justiça Eleitoral, além dos tribunais superiores (exceto o Supremo Tribunal Federal).

 

Panorama nacional

 

Pela primeira vez, são apresentadas informações sobre a estrutura do Poder Judiciário, com detalhamento das comarcas e varas instaladas por unidade da federação. Outra novidade do relatório é a divulgação do tipo de demanda apresentada ao Judiciário ao longo de 2014, o que permite conhecer as classes processuais e os assuntos mais demandados no Brasil.

 

Conforme o relatório, as despesas totais do Poder Judiciário somaram aproximadamente R$ 68,4 bilhões, o que representou um crescimento de 4,3% em relação ao ano de 2013. O custo pelo serviço da Justiça foi de R$ 337 por habitante, sendo que a Justiça Estadual responde por 55% da despesa total do Poder Judiciário (R$ 37,6 bilhões). O relatório apontou que os gastos com recursos humanos somam R$ 61,2 bilhões, o que corresponde a 89,5% do orçamento total. Esse percentual reduziu-se em 0,3 pontos percentuais no último anoe tem se mantido estável desde 2009.

 

Ainda de acordo com o documento, em 2014, o Poder Judiciário contou com a atuação de 16.927 magistrados, dos quais 11.631 (68,7%) estão na Justiça Estadual, e de 278.707 servidores, sendo 245.335 efetivos. Entre outros dados, o relatório registrou que a taxa de congestionamento da Justiça Estadual foi de 74%. O percentual de novos casos eletrônicos na Justiça Estadual de segundo grau foi de 29%; e na de primeiro grau, 36%.

 

Entre os assuntos mais demandados no Poder Judiciário estão causas relacionadas ao direito trabalhista (rescisão do contrato de trabalho/verbas de rescisões),ao direito civil (obrigações/espécies de contratos),ao direito do consumidor (responsabilidade do fornecedor/indenização por dano moral) e ao direito tributário (dívida ativa).

 

Tribunais estaduais

 

Para melhor análise dos dados informados, os tribunais estaduais foram agrupados em três categorias: grande, médio e pequeno porte. O TJMG, ao lado dos tribunais de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná, integrou a categoria “grande porte”. A despesa total do TJMG, no ano de 2014, foi de cerca de R$ 4 bilhões. Atuaram no período 1.045 magistrados e 26.286 servidores e auxiliares.

 

Em comparação com o relatório do ano passado, o TJMG melhorou seu Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus), que passou de 73,3% em 2013 para 79,6% em 2014. Os tribunais de grande porte com melhor desempenho nesse índice, nos dois anos, foram o TJRJ e o TJRS, com 100% em 2013 e 100% em 2014. Esse índice reflete a produtividade e a eficiência relativa dos tribunais.

 

No quesito “casos novos mais casos pendentes”, o Tribunal de Minas registrou aproximadamente 6 milhões de processos; o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), cerca de 26 milhões; e o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), cerca de 4 milhões.

 

Quanto ao número de unidades judiciárias (varas e juizados) na Justiça Estadual, o TJMG tinha, em 2014, 852 unidades; o TJSP, 1.604; e o TJPR, 541. Em relação aos casos novos por magistrado, o TJMG recebeu cerca de 1,6 mil casos; o TJSP,aproximadamente 3,4 mil; e o TJPR, 1,3 mil.

 

Em relação ao índice de atendimento à demanda na Justiça Estadual, o Tribunal de Justiça do Paraná liderou o grupo, com o índice de 131%. O Tribunal de Minas registrou um índice de 88%.

 

Outro dado analisado no relatório foi a taxa de congestionamento da Justiça Estadual. O Tribunal mineiro ficou com o índice de 73%, terceira menor taxa entre os tribunais de grande porte. São Paulo e Rio de Janeiro registraram índice de 81%, e o Tribunal do Paraná teve o menor índice de congestionamento, 66%.

 

Acesse a íntegra do relatório e veja mais informações sobre a atuação do Poder Judiciário no País.

 

Fonte: TJMG

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