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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

Presidentes debatem estatísticas e planejamento com ministra no Encontro do Conselho de Tribunais

12 de junho de 2016

Na abertura dos trabalhos na parte da tarde do 107º Encontro do Conselho de Tribunais de Justiça, a futura presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, apontou que o Judiciário nacional necessita de dados estatísticos para que possa oferecer uma Justiça mais aprimorada ao cidadão. A declaração foi dada durante a participação da ministra no encontro que terminou na noite de hoje no Ceará. No encerramento, os participantes divulgaram a Carta de Fortaleza.

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Em sua fala, a ministra afirmou que a demanda à Justiça é crescente, sinal de confiança das pessoas no Poder Judiciário; mas há reclamações relacionadas à morosidade. Então, para que as instituições possam oferecer melhores serviços, há a necessidade de realização de pesquisas para que o Judiciário se conheça melhor. Para ela, somente com dados estatísticos exatos, como número de cargos de juízes, onde estão, quais as atribuições, entre outros, é que se pode saber a atual realidade do Judiciário. “Hoje, falamos muito a palavra aproximadamente”. Ela refletiu que a estrutura judiciária não pode ser a mesma de 15 anos atrás, mas, para realizar qualquer ação, são necessários mais dados.

Ela disse que os passos são: pesquisar, escutar, concluir, fazer prognóstico. Após o conhecimento da situação da magistratura, informou que é necessário também conhecer quem é o jurisdicionado hoje. A ministra refletiu que muitas vezes a magistratura não realiza a Justiça, mas apenas a aplicação da lei. E manifestou a vontade mudar o Judiciário.

O presidente do Conselho de Tribunais de Justiça (CTJ) e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Bitencourt Marcondes, abordou a necessidade de o magistrado não se ater somente a prolatar sentenças, mas ser gestor. “Gabinete e secretaria devem ter integração”, comentou. Pensando na melhoria do trabalho dos juízes, mencionou que é preciso realizar um plano estratégico para a unidade judiciária de Primeiro Grau, com diagnose, isto é, análise histórico-estatística de acervo, gestão dos processos de trabalho, gestão da produtividade, entre outros; plano estratégico, com metas desdobradas; plano de ação, com solução de anomalias, e acompanhamento permanente. “Ao implementar o plano de gestão em cada unidade, teremos êxito em relação às metas nacionais”.

Concordando com a ministra, no sentido de que a desconfiança do cidadão recai sobre a morosidade, o juiz Hidelbrando da Costa Marques, presidente do Fórum Nacional de Conciliação e Mediação (Fonamec), falou que a conciliação e a mediação não vieram solucionar os problemas, mas lhes dar solução adequada. No entanto, afirmou que ambas ajudam a desafogar o Judiciário. Ele falou ainda da importância dos Centros Judiciários de Solução de Conflitos (Cejus), pedindo apoio aos presidentes para as instalações. E citou a realização de mutirão de mediação digital a ser agendado.

Durante o Encontro foram discutidos temas relacionados ao Sistema dos Juizados Especiais e à autonomia da Polícia Federal. O desembargador Jones Figueiredo, presidente do Fórum Nacional dos Juizados Especiais (Fonaje), abordou o tema “Resolução n. 03/2016, do Superior Tribunal de Justiça (STJ)”, e o presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal, Carlos Eduardo Miguel, falou sobre a autonomia funcional, administrativa e financeira da PF.

Judeni Elias Carneiro, papilocopista da Polícia Federal, falou sobre a possibilidade de celebração acordo de cooperação técnica entre a Polícia e os tribunais, que permitirá ao judiciário o acesso ao sistema nacional de informações criminais. Segundo ele, é o maior banco criminal do país. “O objetivo é fazer uma integração eletrônica entre as instituições, permitindo a emissão imediata da folha de antecedentes criminais, dando segurança aos magistrados em suas decisões, principalmente nas audiências de custódia”.

O presidente do Conselho agradeceu aos palestrantes pelas exposições, afirmando que o objetivo dos encontros é de colaboração com o Poder Judiciário estadual. “Somos polarizados em vários tribunais e temos problemas comuns. A ideia é o oferecimento de propostas de soluções e transferência de expertise”.

Fonte: TJMG

 

 

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