Skip to content
Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

Prefeitura de BH tem nova derrota na Justiça e tarifas de ônibus não terão aumento

25 de abril de 2014

As tarifas das passagens dos ônibus coletivos de Belo Horizonte não terão aumento. Responsável por analisar o recurso interposto pela Prefeitura da capital, o desembargador Kildare Carvalho, da 3ª Câmara Cível, manteve a decisão que proibiu o reajuste. O aumento das tarifas foi anunciado no dia 3 deste mês e valor predominante passaria de R$ 2,65 para R$ 2,85.  No entanto, o Ministério Público conseguiu uma liminar que suspendeu o reajuste.



 A prefeitura entrou com o agravo alegando que a tarifa do transporte coletivo vem sendo reajustada a um índice inferior ao da inflação. Conforme números da PBH, de janeiro de 2009 a março de 2014, a inflação acumulada medida pelo INPC ficou em 34,35%, enquanto o reajuste tarifário acumulado foi de 23,91%.



 Antes de decidir, o desembargador relatou os fatos: quando das manifestações em 2013, o governo federal concedeu às empresas concessionárias de transporte coletivo duas importantes desonerações tributárias: redução das alíquotas de PIS/Cofins e dispensa do pagamento de contribuição patronal relativa ao INSS. O município reduziu as tarifas.



 Diante de questionamento sobre o impacto imediato da dispensa do pagamento de contribuição patronal relativa ao INSS, o MP instaurou processo administrativo, e o município contratou auditoria para realizar uma radiografia completa do transporte público.



 O Ministério Público alega que somente em 31 de março deste ano lhe foi entregue a cópia do trabalho final, às vésperas do aumento da tarifa, publicado em 3 de abril para ter vigência em 6 de abril. O MP pediu suspensão do aumento pelo prazo de 30 dias, e o município entrou com o agravo solicitando o indeferimento desse recurso.



 Verificação de custos

 

O Ministério Público (MP) entrou com ação na 4ª Vara de Feitos da Fazenda Pública Municipal, questionando o aumento das tarifas determinado pela prefeitura. Ele solicitou que não houvesse aumento até que pudesse analisar o estudo de verificação de custos, realizado pela empresa Ernest & Young, e o pedido foi deferido.



 As empresas de ônibus recorreram da decisão, mas a desembargadora da 3ª Câmara Cível Ana Paula Caixeta determinou em 6 de abril, em plantão de final de semana, que as tarifas não aumentassem. Como a decisão foi proferida em final de semana, é de praxe a redistribuição dos autos, que foram encaminhados ao desembargador Kildare Carvalho.  




Fonte: Rádio Itatiaia

Compartilhe este artigo