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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

Pleno do TJMG aprova proposta do Conselho de Representantes da Amagis

21 de junho de 2011
Pleno do TJMG aprova  proposta do Conselho de Representantes da Amagis


cons_representantes3.jpgA magistratura mineira obteve vitória na noite desta segunda-feira, 20, quando uma das principais bandeiras da Amagis foi ratificada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O Tribunal Pleno aprovou proposta para que as atribuições da Corte Superior sejam delegadas pelo Pleno.



Na luta incessante pela democratização do TJMG, a Amagis reuniu seu Conselho de Representantes no dia 6 de maio, que deliberou e aprovou proposta, por unanimidade, para “cobrar imediato cumprimento ao art. 93, XI da CF, para que o pleno do TJ delegue as atribuições da Corte, em apoio ao Pronunciamento Público do ex-presidente Reynaldo Ximenes no site da Amagis”. As propostas aprovadas na ocasião foram noticiadas no site da Amagis e no jornal Decisão e podem ser lidas aqui.



Em reunião com o desembargador Cláudio Costa, no último dia 9 de junho, a diretoria da Associação entregou-lhe ofício com a reivindicação do cumprimento do artigo art. 93, inciso XI, da Constituição Federal . O ofício pode ser lido aqui.



A decisão foi comemorada pelos magistrados mineiros. De acordo com o presidente da Amagis, juiz Bruno Terra, a histórica reivindicação da Amagis por democratização do TJMG ganhou mais um capítulo nesta segunda-feira, 20. “Após debates no Conselho de Representantes, firmou-se a tese da necessidade de delegação pelo Pleno do TJMG para a Corte Superior das matérias que ficarão sob competência do Órgão Especial. O Conselho de Representantes aprovou a tese e a diretoria compareceu junto ao presidente do Tribunal, levando ofício com o pleito, que, a essa altura, não era apenas da Amagis, mas de toda a magistratura mineira. Hoje, podemos festejar essa vitória pela democratização. Parabéns á magistratura mineira e aos integrantes do Tribunal pela decisão ”, afirmou Bruno Terra. 



Para o ex-presidente da Amagis, desembargador Doorgal Andrada, a vitória é da magistratura e da obstinação e visão do desembargador Reynaldo Ximenes, que, de acordo com ele, vem tentando aprovar essa proposta há mais de dez anos. “Fico muito satisfeito em ver fortalecido o Pleno, porque foi na Reforma do Judiciário, através da comissão da AMB que tratava deste assunto, presidida pelo então desembargador Paulo Gallotti, da qual fiz parte, que encaminhamos a proposta de alteração constitucional, aprovada à época e que, agora, vem sendo colocada em prática, tendo em vista a aprovação solicitada ao TJMG também pelo Conselho de Representantes da Amagis”, afirmou Doorgal Andrada.



cons_representantes4.jpgO desembargador aposentado Reynaldo Ximenes, também ex-presidente da Amagis, comemorou a decisão. “Ela representa um avanço, mostrando que o Tribunal está se conscientizando sobre a necessidade de se democratizar, atendendo à grande aspiração dos magistrados que atuaram na época da Constituinte. Lembro-me que conseguimos introduzir vários avanços na primeira LODJ aprovada após a promulgação da Constituição de 1988, que iriam transformar o Tribunal de Justiça, como transformou o do Rio de Janeiro num tribunal ágil e realmente pronto para mudanças. Parabenizo os desembargadores, que perceberam que o momento era este. E parabenizo o Conselho de representantes da Amagis por ter apresentado esta sugestão em sua mais recente reunião. É uma conquista não só do Tribunal, mas de toda a magistratura e é importante para o jurisdicionado”, comentou Reynaldo Ximenes.



Segundo o secretário-geral da AMB e ex-presidente da Amagis, desembargador Nelson Missias de Morais, estamos diante de um grande avanço. “A decisão representa um avanço histórico, que deve ser aplaudido por todos, pois teremos agora a oportunidade de implementar progressos para o nosso Tribunal e para a magistratura. Esperamos que, além da elaboração de regimento interno, o Pleno possa também participar da elaboração do orçamento do Tribunal, de seu planejamento, da discussão sobre projeto de lei que trata das custas e emolumentos do nosso Tribunal e participar também da devolução e alienação de bens que possam melhorar o funcionamento do Tribunal, como o terreno onde seria construído o novo edifício do TJMG. Esses são assuntos que devem, doravante, entrar na agenda do Tribunal. A democratização contribui para o aprimoramento das instituições e não será diferente em nosso Tribunal”, afirmou Nelson Missias.


 


 


 


 


 

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