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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

Palestra de Rudolph Giuliani encerra Congresso Internacional de Direito Penal

04 de setembro de 2013
Palestra de Rudolph Giuliani encerra Congresso Internacional de Direito Penal
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O ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani proferiu,
na tarde desta quarta-feira, 4, a palestra magna do VI Congresso Internacional
de Direito Penal e Criminologia, realizado no Minascentro, em Belo Horioznte.


Abordando o tema da “política de tolerância zero”,
programa implantado por ele em sua gestão na cidade de Nova Iorque, na década
de 1990, Giuliani falou da exitosa
experiência que transformou a cidade, antes classificada pelos jornais
americanos como a “maça apodrecida” dos EUA, por seus altos índices de
violência, em uma das mais seguras do país, segundo dados do FBI.


Giuliani contou que, quando assumiu a prefeitura, a
criminalidade estava acabando com o turismo, e investidores fugiam da cidade. Ele unificou os
departamentos de polícia e tirou os bandidos, traficantes e prostitutas das ruas.  


Por meio de um sistema de estatísticas criminais, registrava-se o local e o tipo de crime cometido em
determinada região, o que possibilitou visualizar qual era a realidade de cada local e, assim, montar um efetivo policial adequado. Contratou mais policiais e os colocou em pontos
estratégicos, como metrôs, atuando também com policiais à paisana.     


Segundo ele, no início do programa, os números de prisões cresceram muito, mas, depois
de um tempo, a população carcerária começou a diminuir, pois o cometimento de
crimes também caiu.
 Segundo Giuliani, os furtos de carros caíram
80%, e índices de homicídios apresentaram uma queda de 60%.


O ex-prefeito disse que encontrou muita resistência na implantação
dessa política de governo e afirmou ter combatido a corrupção da polícia e de
políticos. Considerou ainda que o programa pode ser aplicado em qualquer país
do mundo, inclusive no Brasil, observando que, apesar das diferenças jurídicas e
legislativas entre Brasil e EUA, os crimes cometidos são, na sua maioria, de
natureza estadual e não federal. 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

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