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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

Nota Pública Conjunta – AMB e Amagis contestam matéria de Veja

03 de outubro de 2011













A AMB e a Amagis contestam as afirmações feitas na matéria intitulada “Os Bandidos de Toga”, da revista Veja, edição desta semana. Os magistrados têm o direito de ser julgados, como qualquer brasileiro, por um tribunal constitucionalmente reconhecido, com todos os direitos inerentes à ampla defesa.


O texto da revista chega a dizer que fez um levantamento e que “há uma profusão de juízes-bandidos atuando no Brasil”. Tentando corroborar a tese, cita sete casos. É importante lembrar que estão na ativa no Brasil, atualmente, mais de 16 mil magistrados, número que impede, por lógica elementar, que se denomine sete casos, sem julgamento judicial, “de profusão de juízes-bandidos”.


Entre os casos citados na reportagem, está o mais exemplar de injustiça reproduzida pela revista: o do ministro Paulo Medina, até hoje não julgado pelo STF, apesar de seus insistentes pleitos de desate do processo. Paulo Medina exerceu a judicatura, por mais de 40 anos, com retidão e honra, em 1º e 2º graus no Estado de Minas Gerais (foi membro do extinto Tribunal de Alçada, do qual foi Vice-Presidente, e do Tribunal de Justiça, onde exerceu o cargo de Corregedor-Geral de Justiça), alcançando, por méritos próprios, a Presidência da Amagis, da AMB e da Federação Latino-Americana de Magistrados (Flam) e sempre atuou com seriedade, firmeza e competência, merecendo o respeito e a admiração dos seus coestaduanos.

 

É fundamental que, em um Estado de Direito, a Imprensa seja livre, mas, é igualmente importante, que ela saiba reconhecer seus limites, para não execrar publicamente aqueles que sequer foram julgados.

 




Henrique Nelson Calandra                        Bruno Terra Dias

        Presidente da AMB                                   Presidente da Amagis










 




 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


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