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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

Mutirão Carcerário tem início em Minas Gerais

16 de agosto de 2010
Mutirão Carcerário tem início em Minas Gerais


instalacaomutiraotjmg.jpg Foi instalado hoje, 16, em Minas Gerais, o Mutirão Carcerário, coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A solenidade foi realizada na unidade Francisco Sales do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e contou com a presença do coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF) do CNJ, juiz Luciano Losekann, além de juízes de outros estados brasileiros que irão auxiliar o desenvolvimento do programa em Minas, e magistrados de Belo Horizonte e de todas as regiões do Estado. O vice-presidente Administrativo da Amagis, desembargador Herbert Carneiro, representou o presidente da Associação, juiz Bruno Terra.



O presidente do TJMG, desembargador Cláudio Costa, reafirmou o compromisso do Tribunal com os mesmos compromissos assumidos pelo CNJ e pelo CNMP. “Não pouparei esforços para alcançar o verdadeiro desiderato deste mutirão. Trata-se de um projeto nacional que já tem dado frutos nos estados onde foi implantado”, disse.

 

O juiz mineiro, conselheiro do CNJ, Paulo Tamburini, representou o presidente do CNJ, ministro César Peluso e o Corregedor-Geral de Justiça, ministro Gilson Dipp na solenidade. Tamburini falou um pouco da experiência que os conselheiros tiveram com o mutirão em alguns estados brasileiros e das situações precárias encontradas nos sistemas penais em todo o país. “Acho que se corrigirmos um caso de injustiça já valeu a pena. Devemos nos unir para resolver os problemas do sistema carcerário” afirmou.



Para o juiz Luciano Losekan é necessário o empenho de todos os envolvidos na realização do Mutirão Carcerário. “O objetivo do mutirão não é conceder a liberdade pela liberdade, mas sim fazer uma ampla revisão dos processos. Ele é um instrumento excepcional e o grande desafio do CNJ, em parcerias com os estados, é estabelecer a regularidade do sistema carcerário brasileiro”. O magistrado destacou ainda que “todos os juízes que atuam nas varas de execuções criminais devem visitar os estabelecimentos penais. É necessário e essencial que eles conheçam esses lugares”.



A presidente do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário, e diretora do Centro de Estudos da Magistratura da Amagis, desembargadora Jane Silva, parabenizou o CNJ pela realização do mutirão. “Como Poder do Estado temos que contribuir para que a nossa nação seja justa, solidária e fraterna. Mas basta fazermos uma visita às nossas cadeias que iremos ver que a nossa sociedade não é justa, fraterna e muito menos solidária”, afirmou a magistrada. Em seguida, teve início a reunião técnica, conduzida pela juíza Selma Arruda, coordenadora geral do Mutirão Carcerário em Minas Gerais pelo CNJ.



Minas



Minas Gerais é 25ª unidade da federação a promover o mutirão, que já foi realizado em 23 estados e o Distrito Federal. Por causa do tamanho do Estado, do número de comarcas e presos, o mutirão será realizado simultaneamente em seis comarcas-polo: Belo Horizonte, Uberlândia, Montes Claros, Governador Valadares, Pouso Alegre e Juiz de Fora. Será montado um grupo de trabalho em cada uma das comarcas, que terá suporte de magistrados – designados pelo TJMG – promotores, defensores públicos, servidores, advogados e universitários. O prazo para a conclusão dos trabalhos é de 30 dias, prorrogável por mais 30.

Os mutirões carcerários foram criados pelo CNJ em agosto de 2008. Em todas as unidades da federação visitadas já foram revistos 150 mil processos com a libertação de mais de 23 mil pessoas.




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