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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

Metodologia da Justiça Restaurativa completa um ano de atividades na capital

05 de agosto de 2013
Metodologia da Justiça Restaurativa completa um ano de atividades na capital

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Presente no Juizado Especial Criminal e na Vara Infracional
da Infância e Juventude da Comarca de Belo Horizonte, a metodologia da Justiça
Restaurativa completa um ano de atividade na capital. Para celebrar a data, foi
realizada, nesta segunda-feira, 5, uma palestra ministrada pelo professor
doutor João Salm, do Departamento de Justiça Criminal da Governors State
University de Chicago, nos Estados Unidos, e apresentadas as linhas conceituais
do projeto e os resultados obtidos em Minas.




O professor João Salm afirmou que a Justiça Restaurativa
é um conjunto de princípios que possibilita uma justiça fundamentada nos
valores éticos, nas relações humanas e com o meio ambiente. Segundo Salm, a
preocupação dessa metodologia é restaurar e humanizar de novo o indivíduo,
convidando-o a participar, engajar-se, decidir e refletir, de maneira
voluntária, tornando-se responsável pelo dano causado ao outro ou à natureza.





Segundo o professor, uma de suas principais vantagens é
que o indivíduo começa a perceber que não pode ficar indiferente ao acontecido
ao outro, tornando-se responsável pelo ocorrido. Além disso, segundo o
palestrante, os resultados obtidos na Justiça Restaurativa são comprovadamente
maiores do que o da justiça punitiva, tanto com relação à reincidência
quanto
ao custo.


justicarestaurativa.jpgA consultora e instrutora de implementação do projeto
teórico e técnico da Justiça Restaurativa em Belo Horizonte, Monica Mumme, observou
que a experiência na capital foi de extrema importância para se começar a
discutir, entre a sociedade, órgãos do Poder Público e centros universitários,
essa mudança no paradigma da punição do agente infrator, por meio de uma proposta
de transformação social do verdadeiro sentido da Justiça, pautado por
princípios e valores que dialoguem pelo resgate do ser humano.





A Justiça Restaurativa é aplicada no Juizado Especial, nos casos em que já há um processo em andamento e que as partes se mostrem dispostas a dialogar, e na Vara Infracional da Infância e da Juventude, empregada em casos envolvendo conflitos na escola e também de execução de medida socioeducativa. A metodologia celebra um ano da assinatura do termo de cooperação para sua implementação, em Belo Horizonte, por meio de um convênio assinado, em 2012, entre o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Ministério Público, Defensoria Pública e Prefeitura Municipal de Belo Horizonte.


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


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