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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

Metade dos doutores nos cursos de Direito está no Sudeste

03 de junho de 2014

Quase um quarto das vagas de docentes nos cursos brasileiros de Direito é ocupada por doutores, segundo pesquisa que será divulgada nesta terça-feira (3/6) pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas. Mais da metade deles está no Sudeste, sendo que as instituições paulistas têm quase o dobro de doutores na comparação com o Rio de Janeiro.



O levantamento foi feito com base em dados do Censo Nacional da Educação Superior de 2012 e está em relatório do Observatório do Ensino do Direito, projeto que sistematiza informações sobre o ensino jurídico brasileiro. A pesquisa abrange 1.155 cursos presenciais e 40,8 mil funções docentes, sendo que duas ou mais vagas podem ser ocupadas por um mesmo professor — que lecione em mais de uma instituição, por exemplo.



Na análise sobre doutorado, estão acima da média nacional Distrito Federal (35%), Rio Grande do Norte (27,5%), Acre (27,1%), Sergipe (26,2%) e Rio Grande do Sul (26%), além de São Paulo (32,6%) e Rio (35,1%). Em todas as regiões do país predomina o número de professores com o título de mestre, com exceção da região Norte, onde a maioria chegou até a especialização. Apenas 833 dos profissionais no Brasil têm somente a graduação, o que equivale a 2% das vagas analisadas.



O estudo aponta ainda que quase 14 mil professores atuam com regime de trabalho parcial, 13 mil como horistas, 11,4 mil de forma integral sem dedicação exclusiva e 2,6 mil com dedicação exclusiva. Cerca de 25 mil funções são desempenhadas por homens, sendo outras 15 mil por mulheres. A média nacional da presença feminina entre os professores de Direito é de 38%. A maior proporção de funções ocupadas por mulheres está no Piauí (55,6%), estado seguido pelo Maranhão (55,9%).



A professora Marina Feferbaum, uma das coordenadoras do observatório, afirma que o objetivo do levantamento é provocar questionamentos sobre a forma de ensino no país, e não fazer interpretações dos números apontados. “Nosso intuito nos relatórios é dar melhor acessibilidade a dados que são disponibilizados de maneira muito crua”, diz ela.



Clique aqui para ler o relatório.




Fonte: Conjur


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