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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

Magistratura não aceita intimidação

14 de dezembro de 2010
Magistratura não aceita intimidação


taioberas.jpgCom pouco mais de dois meses na Comarca de Taioberas, no Vale do Jequitinhonha, a juíza Marcela Decat teve seu gabinete incendiado na noite do dia 8 de dezembro, coincidentemente depois de solucionar processos difíceis, com forte cobrança de satisfação pela sociedade local. Num ato de apoio, o presidente da Amagis, juiz Bruno Terra, reuniu-se nesta terça-feira, 14, com a magistrada, o juiz da Comarca de Salinas, Vítor Luis de Almeida, o promotor de justiça Bruno Oliveira Muller e o presidente da 146ª subseção da OAB-MG, advogado Antônio Cândido Nazareth, a fim de prestar solidariedade e repudiar qualquer forma de intimidação que um juiz possa sofrer, onde quer que esteja.


O presidente da Amagis disse que o objetivo da visita foi apoiar a colega Marcela Decat pela coragem cívica de identificar onde estava a maior carência de satisfação da sociedade com o Judiciário e atacar o problema. “A magistrada tornou-se credora de elogio e apoio, pois sua conduta, pessoal e profissional, repercute para o bom nome do Judiciário mineiro, afastando a ideia de impunidade. A Amagis, em reconhecimento à colega, se faz presente  para patentear que não haverá nenhuma tolerância com qualquer tentativa de intimidação aos magistrados mineiros. Ninguém pode ter a pretensão de intimidar para buscar favorecimentos. A magistratura mineira é altaneira, independente, altiva e não aceita cabresto. Assegurar que assim continue a ser é missão da Amagis, que se cumpre há longos anos e da qual nunca há de descurar”, disse o presidente


O juiz de Salinas, Vítor Luis de Almeida, elogiou a presença positiva do presidente da Amagis, assim como dos juízes corregedores que estiveram na comarca. “Todos auxiliando e apoiando a magistrada, repudiando tentativas de atemorização, garantiram a continuidade de uma prestação jurisdicional justa, célere e efetiva. Não apenas os juízes da região, mas certamente todos os juízes do Estado estão preparados e prontos para combater este tipo de atividade, no intuito de continuar prestando a devida jurisdição a toda a sociedade”, disse.


taioberas2.jpgA juíza Marcela Decat observou que foi designada como juíza cooperadora de Taioberas no dia 13 de outubro, e decidiu fazer uma triagem nos processos conclusos mais urgentes, a partir dos feitos criminais que estavam na iminência de prescrição. “Foram aproximadamente quinze processos criminais e no fim do ano, infelizmente, aconteceu esse fato aqui no Fórum. Mas estou tranquila com relação ao fato, continuo prolatando sentenças normalmente e muito amparada pela corregedoria do TJMG, pelo representante do Ministério Público, pelo juiz Vítor Almeida e pela vinda da Amagis”, disse a juíza, que espera continuar fazendo o melhor trabalho em Taioberas, sem se sentir intimidada.  


O promotor Bruno Muller afirmou que em momento algum se sentiu ameaçado por essa violação. “A postura feita por parte destas pessoas incentiva nosso trabalho, e vemos que estamos no caminho certo. Vejo que o trabalho da juíza vem sendo feito com excelência e, justamente por isso, buscamos juntamente com a Polícia Militar combater esse tipo de situação, apurando e averiguando os responsáveis por esses fatos”, disse.


O advogado Antônio Cândido destacou a presença da presidência da Amagis. “Esse fato inusitado, acontecido na semana passada, é lamentável. Nós advogados repudiamos veementemente atos de violência e vandalismo em nossa comarca”, disse. 


 




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