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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

Jovens se formam no programa Olé

15 de abril de 2011


Oito adolescentes que participaram da terceira turma do programa Oportunidade Legal (Olé), iniciativa da Vara Infracional da Infância e da Juventude, formaram-se no dia 13 de abril. Segundo a juíza idealizadora do programa, Valéria Rodrigues, a formatura “é um grande estímulo para a criação de mais programas que dêem oportunidades aos adolescentes”. O efeito é a diminuição da criminalidade. Dados da primeira turma demonstram que nenhum dos dez formandos voltou a cometer atos infracionais.



Desde 2009, os alunos têm aulas de informática, capacitação para o mercado de trabalho e formação cidadã. Dos 28 que já se formaram até hoje, alguns já estão trabalhando. Matheus Júnior Trajano dos Santos, 16 anos, que se formou no ano passado, é um deles. Ele trabalha na Associação Profissionalizante do Menor (Assprom) como auxiliar de escritório. Ele conta que a participação no curso foi muito importante: “no momento mais difícil eles me ajudaram. A capacidade de entender a gente e nos acolher foi o que mais me marcou”. Diante do resultado alcançado aconselha: “não vale a pena entrar na vida errada, a melhor coisa que os adolescentes podem fazer é trabalhar e estudar”.



A desembargadora Jane Silva, coordenadora do Programa Novos Rumos, do TJMG, afirma que os adolescentes, quando se formam no Olé, refletem no que cometeram e adotam novos valores. Citando frase que norteia as atividades das Associações de Proteção e Assistência ao Condenado (Apacs), “todo homem é maior que seu erro”, ela diz que os jovens saem do curso com outra visão de mundo. O professor de informática Alexandre Arnaut concorda e diz que os jovens, que já chegam machucados, passam a visualizar um mundo diferente, com oportunidades.



Confiante no trabalho desenvolvido, a desembargadora cita também o provérbio bíblico “ensina à criança o caminho em que deve andar, e, ainda quando for velha, não se desviará dele”.



A representante do Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), Denise Bruschi, afirmou que a instituição continua de portas abertas aos adolescentes e se disse satisfeita com os resultados. Ela reforça que o curso propicia uma oportunidade de trabalho e renda a partir dos conhecimentos adquiridos.



A juíza Valéria Rodrigues disse que o programa funciona porque não é assistencialista. “O Tribunal há muito deixou de ser um mero aplicador de leis para ser um garantidor dos direitos do cidadão.”



Parceiros



O programa Oportunidade Legal tem como parceiros a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH); a Empresa de Informática e Informações do Município de Belo Horizonte (Prodabel), responsável pela capacitação dos jovens; a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad); o Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas); a Fundação do Meio Ambiente (Feam); e o Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR). Colaboram ainda com o programa o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac/MG), que oferece treinamento profissional; a Associação Profissionalizante do Menor (Assprom) e a Associação Municipal de Assistência Social (Amas), encarregadas de inserir os jovens no mercado formal de trabalho.



Presença



Ainda estiveram presentes no evento, compondo a mesa, a assessora especial do Programa Novos Rumos, Rosana Mont´Alverne; a representante da PBH, Denise Magalhães; o diretor escolar Guilherme Andrade, representando o Senac; a presidente da Amas, Rosalva Portela; o representante da Assprom, Carlos Augusto Cateb; o adolescente Gustavo Henrique Fernandes, aluno do Olé contratado pela Amas.


Fonte: TJMG


 


 

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