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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

GT elabora proposta para destinação de bens apreendidos

19 de outubro de 2015

As atividades do primeiro Grupo de Trabalho (GT) da Comarca de Belo Horizonte na gestão do atual diretor do foro e juiz auxiliar da Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ), Cássio Azevedo Fontenelle, deverão solucionar problemas de armazenamento de itens apreendidos no depósito forense e agilizar o atendimento nas varas criminais no Fórum Lafayette.

O GT foi constituído pela Portaria 3615/CGJ/2015, editada pelo Corregedor-Geral de Justiça, desembargador Antônio Sérvulo dos Santos, para elaborar estudos a fim de aperfeiçoar a guarda e a destinação de bens apreendidos na comarca. Entre as realizações do grupo estão a edição da Portaria 3.712/CGJ/2015, do Aviso 1/Dirfo/2015 e da Instrução de Serviço 1/Dirfo/2015, a publicação do edital de intimação 001/2015, uma proposta de alteração do Provimento Conjunto 24/CGJ/2015 e a destinação de vários bens, até então guardados no depósito forense.

A Portaria 3.712/CGJ/2015 regulamenta o procedimento para a destinação de armas de fogo, munições e outros bens apreendidos sem vinculação a processo judicial, armazenados no depósito forense da Capital. O Aviso 1/ Dirfo/2015 transferiu, em caráter experimental, a autuação de feitos distribuídos às 12 varas criminais situadas no Fórum, a emissão de Certidão de Antecedentes Criminais (CAC) e Folha de Antecedentes Criminais (FAC) para fins de juntadas nos novos processos distribuídos e o lançamento de armas e objetos apreendidos no Sistema Nacional de Bens Apreendidos (SNBA) à Gerência de Distribuição e Autuação de Feitos (Gedaf), desonerando as secretarias de tais atribuições.

A Instrução de Serviço 1/Dirfo/2015, além de dirimir dúvidas a respeito do lançamento de dados no SNBA, padronizou as práticas nas diversas secretarias criminais. Já o edital de intimação 001/2015 permitiu que eventuais interessados pudessem reclamar bens que se encontravam nos galpões do depósito forense sem qualquer informação a respeito dos feitos aos quais se vinculavam. Graças a isso, mais de 400 objetos apreendidos foram doados ou eliminados, entre eles 2 toneladas de DVDs e CDs e bicicletas, capacetes, TVs, cadeiras, celulares e monitores de computador.

O GT avalia que a alteração do Provimento Conjunto 24/CGJ/2015, vai aprimorar o recebimento, a guarda e a destinação de armas de fogo, munições e objetos apreendidos, não só em Belo Horizonte, mas nas demais comarcas. Por abranger o Estado inteiro, a minuta com a proposta será inicialmente submetida ao corregedor-geral de Justiça e ao comitê da Corregedoria. Caso seja aprovada, ela será levada a exame das instituições parceiras interessadas, o Ministério Público e a Polícia Militar de Minas Gerais. O relatório e a minuta foram apresentados em 8 de outubro ao presidente do GT, juiz Cássio Fontenelle.

O magistrado destacou o comprometimento da equipe e a cooperação das secretarias e dos serviços auxiliares com a empreitada. “Graças a isso, no prazo de 240 dias, com reuniões quinzenais, o GT alcançou importantes resultados”, defendeu o magistrado. Ele ressaltou, ainda, que o Processo Judicial eletrônico (Pje) permitiu o aproveitamento de setores e servidores em outras tarefas.

Os componentes do grupo de trabalho foram: os juízes Cássio Azevedo Fontenelle e Rinaldo Kennedy Silva; os servidores Hebert Furtado de Oliveira Gomes, coordenador da Coordenação de Armas e Bens Apreendidos (Coarb); a gerente Ana Paula Sampaio d’Andrea e o servidor César de Melo Ribeiro Júnior, da Gerência de Fiscalização Regional do Foro Judicial – Região 1 (Gefis-1); a assessora Vanessa Lidiane de Oliveira Costa, da Assessoria da Direção do Foro (Asdirfo); a escrivã Rosana Maria de Souza Armond, da 6ª Vara Criminal.

Cada um desses integrantes contou com um suplente, o que permitiu a continuidade dos trabalhos, independentemente de afastamentos por férias ou licenças: o assessor especial da Direção do Foro Carlos Alberto Buchholz, a assessora da Asdirfo Olga Sulidade Sampaio; o juiz Guilherme de Queiroz Lacerda; as servidoras Ana Flávia Quites Ponciano, da Coarb, Rejane de Paula Campos Feitosa, da Gefis, e Jaqueline Ribeiro Passos Mairink, da 6ª Vara Criminal. A servidora Maria Cristina Palomino de Calazans Teixeira, gerente da Gedaf, foi convidada a integrar as reuniões desde o início e também participou ativamente dos trabalhos.

Fonte: TJMG

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