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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

Entidades protestam contra pedido das operadoras para proibição de áudio no WhatsApp

28 de agosto de 2015

Várias entidades de defesa do consumidor estão se unindo para enviar uma representação à Procuradoria Geral da República contra as operadoras de telefonia celular, que estariam ferindo o Marco Civil da Internet.

Vivo, Claro, Tim e Oi se juntaram para tentar impedir a comunicação por áudio em aplicativos de celular, como o WhatsApp. Os usuários têm utilizado mais a comunicação pela internet e, consequentemente, gastado menos com as ligações tradicionais.

WhatsApp Logo

Uma das entidades contrárias às operadoras é a Proteste, que criou uma petição online para mobilizar os clientes das telefônicas contra a restrição dos direitos. A campanha se chama “Não calem o WhatsApp”.

Desta vez, o lobby das operadoras não deve ser suficiente para derrubar o áudio nos aplicativos. Esta é a opinião do advogado Luiz Felipe Silva Freire, presidente da Comissão de Direito Eletrônico da OAB-MG. Para ele, as empresas não podem atribuir uma possível queda de receita à utilização dos aplicativos.

“O aplicativo utiliza um recurso que é a banda de internet. É diferente do recurso utilizado pelas operadoras de telefonia, que é via radiofrequência, via antenas de telefonia. O próprio Marco Civil (da internet) já estabelece a proibição de diferenciar o tráfego na rede. Ou seja, as operadoras não podem sequer verificar se o usuário está usando aquilo ali para assistir um vídeo, para fazer uma ligação de voz ou para checar um email. E garante a privacidade, então, não pode nem sequer ver o conteúdo do que aquele usuário está navegando”, explicou.

Luiz Felipe Silva Freire lembra que o Brasil atravessa uma crise econômica e que é normal que as pessoas busquem opções mais em conta. “Não há como ela (operadora) fazer essa previsão (prejuízo com aplicativos), até mesmo porque nós estamos em tempos de crise. Então, é comum que as pessoas deixem de usar telefones, evitem fazer ligações longas. Todo mundo está com o serviço reduzido, inclusive as telefônicas. Não porque isso seja em razão do uso de aplicativos”, ponderou o advogado.

Fonte: Rádio Itatiaia

 

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