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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

Ejef celebra centenário do desembargador Edésio Fernandes

18 de outubro de 2013
Ejef celebra centenário do desembargador Edésio Fernandes
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A
Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef) celebrou, na tarde desta sexta-feira
(18), o centenário de nascimento do desembargador Edésio Fernandes (1913-1980), patrono e criador da
instituição. 
A escola foi criada em 1977, durante a gestão de Fernandes como presidente do TJMG.


Em 1981, a Corte Superior do Tribunal de Justiça, hoje Órgão Especial, acatou a proposta do desembargador Sálvio de Figueiredo e a Ejef recebeu o nome de Edésio Fernandes.  


Além de difundir o
conhecimento jurídico especializado, a escola tem como objetivo garantir a
excelência da seleção e formação inicial e continuada dos magistrados,
servidores e colaboradores do Poder Judiciário.



Natural de Doutor Lund, distrito de Pedro
Leopoldo, na Grande Belo Horizonte, o desembargador Edésio Fernandes formou-se
em 1936, pela Faculdade de Direito da UFMG, e foi promotor de Justiça entre
1937 e 1940. Ingressou no TJMG em 1959 e foi presidente da instituição de 1975
a 1977.



Reconhecimento


O desembargador Baía Borges, 2º vice-presidente
do TJMG e superintendente da Ejef, destacou que 30 anos após a morte do
desembargador Edésio Fernandes ele nunca deixou de ser lembrado.  “Sua liderança e sua autoridade assentam-se
justamente na maneira a um só tempo silenciosa, mas discreta, determinada e
resoluta com que enfrentava e solucionava, com coragem,  mas sem arroubos, as dificuldades próprias e
nem sempre amenas ínsitas da magistratura”, disse.



Mestre. Foi assim que o presidente do
TJMG, desembargador Joaquim Herculano, definiu uma das características do
homenageado, lembrando que, de um mestre, o que se espera é ver suas lições
perpétuas. “A homenagem significa reacender o lume, zelar para que o saber de um mestre seja preservado para as novas gerações”,
afirmou Herculano.



Medalha Edésio
Fernandes


Os desembargadores
José Fernandes Filho e Regúlo da Cunha Peixoto (
in memoriam – representado por seu filho, Maurício da Cunha
Peixoto) foram homenageados com a “Medalha do
Mérito Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes”. 


O desembargador José
Fernandes Filho se disse honrado com a
homenagem e por celebrar a memória de quem muito plantou e 
colheu.
Fernandes Filho disse ainda que, sem demérito a outras condecorações, a medalha é para ele diferenciada,
pois é inestimável.


Ministro Sálvio de Figueiredo


Como parte da celebração, foi descerrada a foto do ministro Sálvio de Figueiredo, que, a partir de hoje, empresta seu nome ao auditório da Ejef. 


Entre outras realizações, o ministro Sálvio de Figueiredo, falecido em fevereiro deste ano, foi um dos responsáveis pela criação e implantação da Ejef. O magistrado também foi um dos idealizadores da Escola Judiciária Eleitoral do TSE, da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados, diretor da Escola Nacional da Magistratura da AMB, e é o patrono da Escola Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais. 


Participaram da solenidade, o presidente da Amagis, Herbert Carneiro; os desembargadores Almeida Melo, 1º vice-presidente do TJMG; Tiago Pinto, vice-presidente Sociocultural-Esportivo da Associação; Audebert Delage, corregedor-geral de Justiça; José Fernandes Filho, presidente do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil; Reynaldo Ximenes, ex-presidente da Amagis; Luiz Carlos Biasutti, coordenador do Memorial de Ejef; Sérgio Resende, ex-presidente do TJMG;  e Márcio Aristeu Monteiro de Barros, ex-presidente do TJMG e da Amagis; e o ministro aposentado do STJ Adhemar Maciel.






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