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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

Brasil convalida avanços da magistratura mineira, mas luta continua na PGR

05 de agosto de 2009
Brasil convalida avanços da magistratura mineira, mas luta continua na PGR


brasilia1.jpgA diretoria da Amagis esteve em peso hoje, 5, em Brasília, onde participou das reuniões dos conselhos Executivo e de Representantes da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Os magistrados mineiros foram defender os avanços conquistados com a nova Lei de Organização e Divisão Judiciárias (LODJ), aprovada na Assembleia e sancionada pelo governador Aécio Neves no ano passado.



Um dos assuntos em pauta foi o pedido de um grupo de desembargadores de Minas Gerais para que a AMB ajuizasse uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), o que implicaria em retrocessos para a magistratura, com a eliminação das conquistas da interiorização da entrância especial, dos cargos de juízes auxiliares da capital e de juízes para inúmeras comarcas, da norma programática para a criação de cargos de assessores para juízes vitalícios, dos juizados especiais e juízes auxiliares e da Justiça Militar, além do direito das diárias, da criação de quatro câmaras no TJMG e outras conquistas.  Representação nesse mesmo sentido foi feita pelo mesmo grupo de desembargadores junto à Procuradoria Geral da República.



Vitória



O Conselho de Representantes rejeitou, por unanimidade, a proposição da Ação Direta de Inconstitucionalidade. O tom geral foi de espanto com a intenção de alguns magistrados de suprimir conquistas da própria magistratura.



O presidente da Amagis fez uma veemente e emocionada defesa das conquistas da magistratura mineira, que foram fruto do diálogo e da participação de todos os magistrados. Nelson Missias disse que, apesar de estar apreensivo, estava confiante de que a Amagis sairia vencedora em mais uma etapa em defesa da magistratura mineira. “Apesar da apreensão, a Amagis continua vigilante para que esses retrocessos não se impinjam sobre a magistratura mineira”, disse. Ele acrescentou que “esta foi apenas mais uma etapa do jogo, que continua prorrogado, pois, embora a Amagis esteja fazendo um trabalho incansável para o arquivamento da representação junto à Procuradoria Geral República, ainda não conseguimos esse objetivo, mas continuamos vigilantes, na defesa dos interesses da magistratura.” 



O juiz José Roberto Sterse disse que, no que diz respeito ao Sul de Minas, a magistratura da região está em total regozijo com a LODJ, fruto de um trabalho incansável da Amagis e da magistratura, pois essa região, que não tinha sequer uma comarca de entrância especial, passou a contar com Pouso Alegre, Poços de Caldas e Varginha. “Portanto, os juízes do Sul de Minas são signatários da posição assumida hoje pela Amagis”, afirmou Sterse.


Os vice-presidentes Bruno Terra Dias e Maurício Soares disseram que avanços como esses, nunca antes experimentados pela magistratura mineira, não poderiam ser suprimidos sem que a magistratura, que efetivamente participou da elaboração dessa lei, fosse ouvida. Segundo eles, a decisão tomada hoje foi acertada e histórica e deixa a convicção plena de que os magistrados foram contemplados com uma lei avançadíssima.


O vice-presidente da AMB, desembargador Doorgal Andrada, também defendeu os avanços conquistados com a lei. “Os juízes mineiros estavam aflitos, porque poderiam perder, por exemplo, o assessor e a promoção. A AMB não poderia suprimir essas conquistas dos juízes”, disse Andrada.


O desembargador Tiago Pinto salientou o caráter democrático que norteou a feitura da LODJ. “Essa lei foi submetida a um amplo debate. As bases da magistratura foram consultadas e processou-se o trâmite legislativo normalmente. Houve uma apreensão geral quando divulgou-se a possibilidade de a AMB ajuizar uma ADI. Mas saímos daqui com um resultado favorável dentro daquilo que almeja a magistratura mineira”, disse.   





Apreensão



Todos os presidentes das associações estaduais convalidaram a posição da Amagis e destacaram os avanços da LODJ para a magistratura de Minas Gerais, porém a apreensão continua, pois a representação na PGR ainda será analisada. A luta agora é para tentar arquivar a mesma representação na Procuradoria da República, com esforços redobrados da diretoria da Amagis.



Brasil assina em baixo



O ex-presidente da AMB, Rodrigo Collaço, disse que, “com a decisão de a associação não levar a ADI à frente, o Brasil inteiro se torna sócio da aprovação da LODJ mineira”.



Para o juiz Gervásio dos Santos, presidente da Associação dos Magistrados do Maranhão, “o que se tomou aqui hoje foi uma decisão da magistratura brasileira em defesa da magistratura mineira”.  



O caso



Em fevereiro, o presidente da AMB, Mozart Valadares, havia pedido informações ao presidente da Amagis, juiz Nelson Missias de Morais, sobre a LODJ. O presidente da Amagis enviou ao presidente da AMB um ofício no qual explicou que a lei foi fruto de amplo debate no seio da magistratura mineira. Também foi ressaltado no documento que o presidente Mozart Valadares teve a oportunidade, em uma de suas visitas a Minas gerais, de acompanhar a diretoria da Amagis na Assembleia Legislativa.



O ofício também destaca as diversas oportunidades em que toda a magistratura mineira foi conclamada a levar ao Legislativo o seu sentimento quanto às proposições da LODJ. Assim como a Corte Superior do TJMG legitimou cada uma das emendas apresentadas e votadas na ALMG. A esmagadora maioria dos magistrados repudiou a representação, na Procuradoria Geral da República, do grupo de desembargadores contra a LODJ.



O documento ressalta também as consultas feitas pela Amagis a renomados juristas brasileiros, e que todos, sem exceção, se posicionaram pela legitimidade e inquestionável lisura do processo que resultou na aprovação da LC nº105/2008.



A diretoria entregou aos participantes da reunião, representantes de diversas associações estaduais de magistrados, uma série de documentos que expõem o que havia sido explicado no ofício ao presidente da AMB. Além disso, também foi entregue um parecer do ex-ministro do STF Célio Borja, encomendado pela Amagis, que atesta que a aprovação da nova LODJ se deu de forma constitucional. 

 

“A interiorização da entrância especial, a criação dos cargos de juízes auxiliares da capital, de diversos cargos de juízes de direito para comarcas do interior, a norma programática que garante assessores para todos os juízes vitaliciados, inclusive para os juízes dos juizados especiais, juízes auxiliares de Belo Horizonte e juízes militares, além de outras conquistas representam um extraordinário avanço. Como sempre, continuaremos a nossa luta intransigente em defesa dos interesses da magistratura”, afirmou o presidente da Amagis. 



Presenças



Estiveram presentes o presidente da Amagis, juiz Nelson Missias de Morais, o vice-presidente de Saúde, juiz Bruno Terra Dias, o vice-presidente Sociocultural-Esportivo, juiz Maurício Soares, o assessor da presidência, desembargador Tiago Pinto, o vice-presidente da AMB e ex-presidente da Amagis, desembargador Doorgal Andrada, e o juiz José Roberto Sterse, diretor de Interior da Amagis.


 






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