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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

Audiências de custódia evitaram 15 mil prisões em 2015, afirma CNJ

06 de janeiro de 2016

Em 2015, as audiências de custódia evitaram 15 mil prisões, segundo o Conselho Nacional de Justiça. A prática já foi ratificada pelo Supremo Tribunal Federal e recebeu o apoio de organismos internacionais, como a Human Rights Watch.

A iniciativa, que partiu do Judiciário e fez com que tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário fossem cumpridos, ainda não possui legislação própria, mas o projeto de lei que trata do tema tramita no Congresso Nacional. Apesar dessa lacuna, o CNJ editou resolução em dezembro que regulamenta o procedimento.

Entre os resultados já obtidos por meio das audiências de custódia está o registro de casos de tortura e abuso policial. Com a rápida apresentação ao juiz, essas infrações podem ser confirmadas mais facilmente.

Além disso, também há a economia gerada com o menor número de prisões e presos. De acordo com o CNJ, foram economizados R$ 40 milhões dos cofres públicos no ano passado. O cálculo toma como base o custo mensal de R$ 3 mil por detento.

Cidadania e saúde
Juntamente com a política de redução de prisões desnecessárias, o CNJ desenvolveu o programa Cidadania nos Presídios. A iniciativa faz uso dos decretos presidenciais de indulto (perdão da pena) e comutação (redução da pena aplicada) para combater a cultura do encarceramento e garantir melhores condições nos presídios. O projeto ainda está em fase de implantação, sendo testado no Espírito Santo. Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

 

Fonte: Conjur

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