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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

AMB defende regulação de porte de arma pela Loman

16 de março de 2011


Os integrantes da Secretaria de Segurança dos Magistrados da AMB aprovaram, nesta terça-feira (15), na sede da Associação, em Brasília, o parecer elaborado pela assessoria jurídica da entidade, que diz respeito ao porte e registro de arma dos magistrados. O documento que será entregue ao ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, nos próximos dias, sustenta que a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) concede ao magistrado o direito de porte e registro de arma. A AMB defende que o registro de arma obedeça à Loman e não ao Estatuto do Desarmamento.


Segundo os diretores, não se trata de privilégio, mas da segurança pessoal dos magistrados, que, muitas vezes, enfrentam grandes interesses na atuação judicial.


Segundo o diretor da Secretaria de Segurança dos Magistrados da Associação, Getúlio Corrêa, a comissão entendeu que a AMB detém legitimidade para acompanhar as ações que estão tramitando a respeito da matéria, podendo fazê-lo na condição de “amicus curiae”. Para o diretor-adjunto da mesma secretaria, Luiz Audebert Delage, a comissão considera importante a discussão sobre a prevalência da Loman sobre as regras do Estatuto do Desarmamento. “A aplicação indevida do Estatuto vem ferindo as prerrogativas da magistratura relacionadas ao tema de porte e registro de armas”, avaliou.


Também foi aprovada a realização de um curso de segurança para magistrados, em parceria com a Escola Nacional da Magistratura (ENM), que será em junho, em Brasília. O objetivo é preparar os magistrados que se encontram em situação de risco. Eles vão aprender técnicas de imobilização e de defesa pessoal. A comissão quer realizar, também, em Brasília, no segundo semestre deste ano, um seminário em conjunto com o Conselho Nacional da Justiça (CNJ), voltado para a segurança dos magistrados.


Outro assunto que a comissão aprovou foi a solicitação do presidente da AMB, Nelson Calandra, de apoio aos projetos de lei que estão tramitando no Congresso Nacional, que preveem aumento de pena para alguns crimes – como homicídio, lesão corporal e ameaça – praticados contra magistrados.


Na reunião, os membros da Secretaria receberam a visita do diretor-geral de Segurança Institucional do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), coronel Francisco Costa Matias de Carvalho, e o secretário de Segurança do Supremo Tribunal Federal (STF), coronel Marley Elysio dos Santos. Na ocasião, eles fizeram uma exposição do funcionamento da segurança patrimonial e pessoal adotado na cidade carioca. “O Poder Judiciário do Rio de Janeiro tem consciência da importância da segurança dos magistrados. Os militares nos convidaram para conhecer, in loco, o sistema de monitoramento eletrônico que eles utilizam”, disse Getúlio Corrêa, ao adiantar que ficou acertado que a próxima reunião da Secretaria será realizada no Rio de Janeiro.


Participaram também da reunião, os diretores-adjuntos da Secretaria, Geraldo Brandeburski, Luis Martius e  Marcus Quaresma Ferraz.


Fonte: AMB


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