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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

Amagis participa de Sessão Solene Cívica em comemoração aos 150 anos de criação do TJMG

07 de agosto de 2023

Por meio de Sessão Solene Cívica realizada na tarde de hoje, 7 de agosto, o Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça de Minas Gerais homenageou a Corte Mineira pelos 150 anos de sua criação. Criado por meio o Decreto nº 2.342, de 6 de agosto de 1873, assinado por Dom Pedro II, o antigo Tribunal da Relação de Minas Gerais foi instalado em Ouro Preto no dia 3 de fevereiro de 1874.

 

O presidente da Amagis, juiz Luiz Carlos Rezende e Santos, e a vice-presidente administrativa, juíza Rosimere das Graças do Couto, prestigiaram a solenidade.

De acordo com o presidente, os 150 anos do Judiciário mineiro nos remetem a lembrar o passado. Recordar dos juizes que acolheram o cidadão mineiro em aflição em seus gabinetes, em suas salas de audiências e colheram deste bom povo os melhores valores de aprendizado. Ser um juiz mineiro é sinônimo de ser bom caráter, uma pessoa de bem e comprometida com a verdade e o direito, como reconhece o nosso povo. “Pessoalmente, fico emocionado com a data, pois há 30 anos, por força de disputados concursos públicos, tive a honra de passar a servir ao TJ, sendo 25 anos na Magistratura, e afirmo que foram as melhoras escolhas que fiz para minha vida, cuja gratificação maior foi entender a necessidade dos que buscam justica, certos de que fazemos o melhor para distribuí-la, disse.

 

A solenidade, conduzida pelo presidente do TJMG, desembargador José Arthur de Carvalho Pereira Filho, contou com a participação da Direção do Tribunal, de desembargadores da Corte estadual, magistrados e outras autoridades dos Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo. Durante a homenagem houve a apresentação do Quarteto de Cordas da Orquestra do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

 

O presidente do TJMG, desembargador José Arthur de Carvalho Pereira Filho, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema e o 2º-Vice-Presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Duarte Bechir enfeitaram o busto de Dom Pedro II com uma corbelha de flores em homenagem ao criador do Tribunal de Justiça.

O desembargador Marcos Henrique Caldeira Brant, coordenador da Comissão Especial para promover estudos e sugerir ações comemorativas referentes ao sesquicentenário do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, fez a leitura da cópia do Decreto Imperial 2.342 que determinou a criação do Tribunal. 

 

 

 

Decano do TJMG, o desembargador Kildare Gonçalves Carvalho discursou defendendo e celebrando a importância do Judiciário nos tempos atuais. “Nos dias conturbados, nos momentos em que não é devidamente compreendido ou em épocas em que é, injustamente, alvo de ataques e agressões, como testemunhou recentemente, a própria existência do Judiciário deve ser celebrada, porque é ele que garante a existência do próprio Estado de Direito, afirmou.

Fazendo uma reflexão do que mudou na sociedade e no próprio Tribunal nos últimos 150 anos, o desembargador destacou que a Corte foi testemunha da escravidão e da lei que a aboliu, de duas guerras mundiais, da queda do muro de Berlin, do fim do apartheid e, mais recentemente. da pandemia causada pela Covid-19. “Mas ainda é o mesmo Tribunal que testemunha as profundas diferenças sociais e as nefastas consequências geradas por essa escravidão, que permanecem até os dias atuais, buscando, dentro de suas possibilidades e de seu papel institucional, alterar essa indesejada realidade”, defendeu.

Finalizando, o decano cumprimentou o desembargador Marcos Henrique Caldeira Brant bem como os atuais integrantes dos cargos de direção do Tribunal.

VEJA AQUI O DISCURSO NA INTEGRA.

O presidente do TJMG, desembargador José Arthur de Carvalho Pereira afirmou ser uma imensa honra presidir o Tribunal na ocasião em que é celebrado o sesquicentenário de sua criação. “Neste momento a emoção me atravessa ‘como um rio profundo’, como diria a escritora mineira Adélia Prado.

Além do TJMG, o Decreto nº 2.342, de 6 de agosto de 1873, determinou a criação dos Tribunais de Justiça dos Estados do Ceará, Goiás, Mato Grosso, Pará, Rio Grande do Sul e São Paulo.

 

 

 

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