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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

Amagis participa da abertura da Comissão de Veneza em Ouro Preto

04 de maio de 2014
Amagis participa da abertura da Comissão de Veneza em Ouro Preto
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OURO PRETO – Como apoiadora do evento, a Amagis participou, na noite deste domingo, 4, nesta histórica cidade, da abertura do Encontro da Subcomissão da América Latina da Comissão de Veneza, cujo tema focou o papel do Judiciário na proteção dos direitos sociais e econômicos em tempos de crise mundial. O desembargador José Antônio Braga representou o presidente da Amagis, desembargador Herbert Carneiro. 

 

A abertura do encontro teve a participação de mais de 40 autoridades brasileiras e estrangeiras, entre eles, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, do Supremo, que é representante brasileira da Comissão de Veneza, o governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho, o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Joaquim Herculano, e o presidente da Comissão de Veneza, o jurista italiano Gianni Buquicchio. O encontro segue até esta terça-feira, 6, com a realização de seminários, debates e exposições. 

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O desembargador José Antônio Braga disse que a expectativa é colher frutos de efeito prático e de integração do direito brasileiro, latino-americano e europeu para  a síntese dos problemas comuns e mundiais. O magistrado ainda observou que o que, às vezes, é prioridade para o europeu não é para o latino-americano.

A Comissão Europeia para a Democracia através do Direito, mais conhecida pelo nome de Comissão de Veneza, cidade onde ela se reúne, é um órgão consultivo do Conselho da Europa sobre questões constitucionais. Criada em 1990 como um acordo entre 18 membros do Conselho da Europa, ela passou a permitir que Estados não-europeus se tornassem membros a partir de 2002.

A Comissão de Veneza se compõe de especialistas independentes nomeados por quatro anos pelos estados-membros e se reúne quatro vezes por ano, em Veneza (Itália), em sessão plenária, para aprovar os seus pareceres e estudos e para promover a troca de informações sobre desenvolvimentos constitucionais.

A adesão do Brasil foi impulsionada pelo Supremo Tribunal Federal, órgão com o qual a Comissão entrou em contato no quadro de cooperação com a Conferência Iberoamericana de Justiça Constitucional, da qual o Supremo Tribunal é membro fundador. Com essa adesão, o Brasil tornou-se o 56º país membro da Comissão de Veneza. 
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