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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

Amagis comemora 70 anos com solenidade na Comarca de Varginha

22 de outubro de 2025

Dando sequência às comemorações dos 70 anos da Amagis, completados nesta terça-feira, 21 de outubro, a Associação promoveu uma solenidade especial na Comarca de Varginha, no sul de Minas, demonstrando a relevância histórica da região na consolidação da Amagis como instituição de defesa das prerrogativas da magistratura mineira. A solenidade aconteceu no Tribunal do Júri do Fórum Doutor Antônio Pinto de Oliveira, cujo edifício passou a denominar-se, nesta data, “Desembargador Reynaldo Ximenes Carneiro”, em homenagem ao ex-presidente da Amagis falecido em 2023.

A região sul de Minas teve papel essencial no engrandecimento e legitimidade da Associação. No final dos anos de 1960, os juízes da região passaram a se encontrar regularmente para discutir as necessidades de melhorias da classe, o que deu origem à Associação de Juízes do Sul de Minas. Posteriormente, no início dos anos de 1970, houve a incorporação com a Amagis, fortalecendo ainda mais a Associação.


Em seu discurso, a presidente da Amagis, juíza Rosimere Couto, falou sobre a força e importância da união dos magistrados e magistradas que atuam no sul de Minas para que a Associação ganhasse pungência e unidade a partir do associativismo regional. “Essa foi a primeira conquista da Amagis, a união da classe, do interior com a capital, da primeira instância com a segunda instância, dos magistrados em exercício com os aposentados e pensionistas. De lá para cá, a luta pela valorização da Magistratura mineira e de sua importância social transformou-se em bandeira histórica do associativismo e sempre esteve presente nesses 70 anos. Desde quando iniciou sua trajetória, a Associação dos Magistrados Mineiros se amparou na união do interior com a capital e ganhou expressão nacional.”


A presidente destacou que, desde sua fundação, a Amagis tem como bandeira a luta pela valorização da Magistratura mineira e de sua importância social e afirmou que a Associação é um canal de diálogo e defesa contra campanhas de desconstrução promovidas por forças de poder econômico e crime organizado.


A presidente, primeira mulher eleita em sete décadas de história da Amagis, expressou sua emoção e responsabilidade, atribuindo a conquista ao trabalho daqueles que a precederam. “Hoje, tenho a honra de estar à frente da Associação como a primeira mulher eleita em sete décadas de história. Esse é um marco que me emociona, mas que também me confere responsabilidade. Essa conquista representa a evolução, a maturidade e o avanço da nossa instituição. Cheguei até aqui porque muitos antes de mim abriram essas portas, pavimentaram as estradas e acreditaram na força transformadora da união dos magistrados e magistradas de Minas”, disse a presidente Rosimere.


O diretor da seccional da Amagis de Varginha, juiz Antônio Carlos Parreira, ressaltou o papel da Associação como pilar da magistratura mineira desde sua fundação. “Desde seus primeiros passos, a Amagis dedicou-se a construir pontes, abrir caminhos e ocupar, com altivez, o espaço que a Magistratura dignamente merece nos debates públicos e institucionais”.  

Ele finalizou falando que a Amagis é o amparo silencioso na dificuldade, o escudo nas horas de injusta incompreensão, a voz ponderada nos momentos de turbulência e o ambiente fraterno. “A nós, magistrados e magistradas, cabe reconhecer e agradecer. Agradecer às diretorias que já passaram, aos ex-presidentes que dedicaram seus dias – e muitas vezes suas noites – à causa associativa, e agradecer à atual Direção, que segue guiando a Amagis com firmeza, sensibilidade e visão de futuro.”


O diretor do Foro de Varginha, juiz Maurício Navarro Bandeira de Mello, destacou o papel fundamental da Amagis na garantia da independência funcional dos magistrados. “Recebo todos aqui com grande alegria e os cumprimento, em nome da nossa presidente, doutora Rose, que tem exercido um papel brilhante à frente dessa Associação tão relevante, não apenas para nós, magistrados, mas para toda a população de Minas Gerais. Um magistrado respaldado, com sua independência assegurada, é aquele que serve bem à sociedade, mantendo a isonomia, a equidade e a equidistância das partes”, afirmou.


O juiz Márcio Vani Bemfica falou em nome dos magistrados aposentados da região e destacou a importância do município na consolidação da Amagis como uma instituição representativa e de defesa das prerrogativas da Magistratura mineira. O juiz ressaltou que a mobilização dos magistrados nas décadas passadas não se limitou à busca por melhores condições de vida. “O principal foi o de uma Magistratura forte, preocupada com a questão social, com as agruras da população, com a verdadeira resolução dos problemas. O objetivo da Magistratura verdadeira há de ser a plenitude da resolução dos problemas.”

Ao encerrar a sua fala, ele fez uma reflexão comparando a Magistratura mineira a um girassol, que sempre se volta para o sol onde estiver. “Assim é a Magistratura mineira que, dessa forma, valoriza os pequenos atos, aprende com os mais humildes e engrandece com os mais ínfimos gestos, com a postura firme das pessoas que a constituem e com a doçura de um coração banhado pelo amor”, refletiu o juiz.


O evento contou com uma palestra do desembargador Luciano Pinto, que teve como tema “Juízes e advogados – notas para uma história de coragem”. O objetivo principal era destacar a importância da coragem, da honestidade e da independência moral e intelectual de juízes e advogados na defesa do direito e da civilidade. Ele usou uma série de histórias e exemplos, tanto históricos quanto pessoais, para ilustrar como esses atributos são essenciais para proteger a lei e a justiça. Em uma sua fala sobre a história da coragem e integridade no cenário jurídico brasileiro, Luciano Pinto mencionou o desembargador Reynaldo Ximenes, que nas palavras dele “tinha uma consciência social que é importante em juiz e advogado”.

A solenidade, assim como todos os eventos comemorativos aos 70 anos da Amagis, contou com apoio do Sicoob JUS-MP.


Presenças

A solenidade contou também com a presença do vice-presidente administrativo da Amagis, juiz Jair Francisco dos Santos; da juíza Perla Saliba Brito, diretora-secretária; do diretor de Aposentados, juiz Afonso José de Andrade; do desembargador Nicolau Lupianhes Neto, representando o 2° vice-presidente do TJMG e superintendente da Ejef, desembargador Saulo Versiani Penna, do juiz Agnaldo Pereira Rodrigues, diretor financeiro e de negócios do Sicoob JUS-MP, além de magistrados da ativa e aposentados da comarca e de diversas autoridades locais.

Amagis 70 anos

A Amagis foi homenageada pelos seus 70 anos pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) por meio de uma reunião solene realizada nesta segunda-feira, 20 de outubro. Leia mais aqui.

No dia 3 de novembro será realizada, na sede da Amagis, a solenidade comemorativa dos 70 anos. Na ocasião, serão entregues a Medalha Guido de Andrade e a Medalha Comemorativa dos 70 Anos, criada especialmente para marcar esse momento. Leia mais aqui.


Fórum Desembargador Reynaldo Ximenes Carneiro

Mais cedo, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais realizou uma solenidade de denominação do Edifício do Fórum Doutor Antônio Pinto de Oliveira, da Comarca de Varginha, que passa a se chamar “Desembargador Reynaldo Ximenes Carneiro” em homenagem ao magistrado falecido em 2023. A homenagem contou com a presença da viúva do desembargador Reynaldo Ximenes Carneiro, a diretora de Pensionistas da Amagis, Cláudia Periard Carneiro, e os seus filhos Aloysio e Ana Claudia.

Além disso, também foi realizada homenagens aos servidores com 30 Anos de serviço no TJMG, entrega do Certificado do Servidor do Ano e Cerimônia de Assinatura do Ato Normativo de Adesão da Turma Recursal de Varginha à Central de Processos Eletrônicos – Turmas Recursais, CPE-TR. 

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