Aleijadinho é tema da Revista MagisCultura ? Leia um trecho do artigo de Fernando Brant
A 10ª edição da Revista MagisCultura Mineira e
a 8ª edição da Revista Amagis Jurídica serão lançadas em conjunto, no dia 26 de
setembro, às 19h, no salão de festas da Amagis.
Neste número, na Revista MagisCultura será
feita uma homenagem a Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, cuja morte
completa 200 anos em 2013.
Um dos textos é de autoria do jornalista Fernando Brant e trata da vida e da obra do gênio
do Barroco. Leia um trecho:
“Aos
28 anos de idade, sempre ligado mais na arte do que
na
técnica, aprimorava a primeira com o domínio da segunda.
Falecido
o pai em 1767, se tornou o seu sucessor inconteste na
arquitetura.
A partir dos 30 anos, cada vez mais solicitado, atuou
como
perito, arquiteto desenhista, entalhador ou escultor em
inúmeras
obras: Matriz de Rio Pomba; Igreja de São José de Vila
Rica,
em cuja irmandade, de católicos pardos, ingressou em
1772;
Igreja de N. Sra. das Mercês e Perdões, também de Ouro
Preto,
e para a qual, já doente, em 1777, precisou ser transportado
por
dois escravos, pagos por isso com meia oitava de ouro.
Ainda
nos Anos 1770, inspirado nos medalhões cariocas
copiados
de Portugal, o genial mineiro combinou as figuras em
relevo
com as cartelas, nas portadas do Carmo, de São João del-
Rei;
e das igrejas franciscanas ouropretana e são-joanense. Os
medalhões
e as cartelas embaixo deles ficaram bem ao gosto
brasileiro:
exuberantes, com muitos detalhes, mas com
‘tratamento
delicado e gracioso’, pontua Vasconcellos, ao contrastar
tais
portadas com a severidade e rigidez das importadas
de
Portugal.
Ao
que tudo indica, o artista não projetou edificações. Foi,
no
entanto, insuperável na arquitetura de ornamentação:
conceito
da arquitetura antiga, com o qual o professor Sylvio de
Vasconcellos
classifica o extraordinário nome do barroco rococó.
Aleijadinho
elevou à categoria de pura arte a integração dos
ornamentos
com a construção. Alcançaram ‘um
grau máximo de
movimento e, ao mesmo tempo, de
unidade de composição’ –
frisou
em palestra, certa ocasião, o arquiteto Augusto Carlos da
Silva Telles.”