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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

Aleijadinho é tema da Revista MagisCultura ? Leia um trecho do artigo de Fernando Brant

11 de setembro de 2013
Aleijadinho é tema da Revista MagisCultura ? Leia um trecho do artigo de Fernando Brant
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A 10ª edição da Revista MagisCultura Mineira e
a 8ª edição da Revista Amagis Jurídica serão lançadas em conjunto, no dia 26 de
setembro, às 19h, no salão de festas da Amagis.



Neste número, na Revista MagisCultura será
feita uma homenagem a Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, cuja morte
completa 200 anos em 2013.


 


Um dos textos é de autoria do jornalista Fernando Brant e trata da vida e da obra do gênio
do Barroco. Leia um trecho:




 


“Aos
28 anos de idade, sempre ligado mais na arte do que


na
técnica, aprimorava a primeira com o domínio da segunda.


Falecido
o pai em 1767, se tornou o seu sucessor inconteste na


arquitetura.
A partir dos 30 anos, cada vez mais solicitado, atuou


como
perito, arquiteto desenhista, entalhador ou escultor em


inúmeras
obras: Matriz de Rio Pomba; Igreja de São José de Vila


Rica,
em cuja irmandade, de católicos pardos, ingressou em


1772;
Igreja de N. Sra. das Mercês e Perdões, também de Ouro


Preto,
e para a qual, já doente, em 1777, precisou ser transportado


por
dois escravos, pagos por isso com meia oitava de ouro.


 






Ainda
nos Anos 1770, inspirado nos medalhões cariocas


copiados
de Portugal, o genial mineiro combinou as figuras em


relevo
com as cartelas, nas portadas do Carmo, de São João del-


Rei;
e das igrejas franciscanas ouropretana e são-joanense. Os


medalhões
e as cartelas embaixo deles ficaram bem ao gosto


brasileiro:
exuberantes, com muitos detalhes, mas com


‘tratamento
delicado e gracioso’, pontua Vasconcellos, ao contrastar


tais
portadas com a severidade e rigidez das importadas


de
Portugal.


  


Ao
que tudo indica, o artista não projetou edificações. Foi,


no
entanto, insuperável na arquitetura de ornamentação:


conceito
da arquitetura antiga, com o qual o professor Sylvio de



Vasconcellos
classifica o extraordinário nome do barroco rococó.



Aleijadinho
elevou à categoria de pura arte a integração dos



ornamentos
com a construção. Alcançaram ‘um
grau máximo de



movimento e, ao mesmo tempo, de
unidade de composição’
 –



frisou
em palestra, certa ocasião, o arquiteto Augusto Carlos da



Silva Telles.”


 


 


 


 


 


 

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