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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

Abertura de Curso em Araxá reúne magistrados mineiros

30 de novembro de 2012
Abertura de Curso em Araxá reúne magistrados mineiros


palestra.jpgA comarca de Araxá sedia, entre os dias 29 de novembro e 1º de dezembro, o Curso Jurídico Regional (CJUR 2012). A solenidade de abertura foi conduzida pelo 1º vice-presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e superintendente da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), José Antonino Baía Borges.


O magistrado revelou sua alegria ao proporcionar o curso aos juízes mineiros e ressaltou a importância do dele para capacitação dos presentes.


Presente ao curso, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Fernando Gonçalves, demonstrou sua satisfação ao participar do curso e apresentou o palestrante da noite, o professor titular de Direito Processual Civil da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Aroldo Plínio Gonçalves. Antes elogiou o desembargador Baía Borges pelo sucesso alcançado na carreira.


Do palestrante, o ministro revelou que Aroldo Plínio “é um ícone da Justiça do Trabalho e hoje professor. São mais de 50 anos dedicados ao Poder Judiciário e a doutrina jurídica”.


O palestrante Aroldo Plínio falou sobre o “O Contraditório no Processo”. O professor disse que as partes são aquelas que sofrem com os efeitos das decisões, com repercussões para os seus sucessores, filhos, netos e parentes próximos. Daí a importância de uma decisão firme e justa.


O processo como é conhecido hoje se desenvolveu no curso de sua historia, sempre se aprimorando. Foi um longo percurso no qual se aliaram técnica e prática. No campo do conhecimento o domínio da investigação passou a se manifestar no processo. “O magistrado passou a exercer o poder do Estado. O poder de tomar uma decisão e ela ser aceita pela sociedade”, ressaltou o palestrante.


O processo é o procedimento que se materializa no contraditório entre as partes. Antes predominavam as decisões apoiadas no caráter individualista. “Vieram os ventos da renovação. No século XX, o Direito se transformou na garantia das conquistas sociais. Uma nova concepção de procedimento, com uma estrutura normativa se estabeleceu. Um procedimento realizado entre o contraditório entre as partes”.


O professor argumentou que o conflito passou ser reconhecido como parte da diversidade humana. “Assim, ele não se deve ser reprimido, deve ser aflorado para que seja resolvido”, disse.


Há o conflito. Cabe ao Poder Judiciário resolvê-lo. Seja pela conciliação pré-processual e ou na fase processual. O professor Aroldo Plínio defendeu que os Tribunais têm que ser preparados para esta nova concepção da Justiça que é a conciliação, que deve ser incentivada.


 “O contraditório é uma garantia constitucional, da participação simétrica, de absoluta igualdade. Para influir na formação do convencimento. É um engano imaginar que o juiz prolate sentenças. A sentença  vem das informações apresentadas pelas partes. As partes trazem atos, fatos e interpretação da norma. O juiz colhe aquilo que foi apresentado, analisa e julga. Ele não pode ir além do que foi pedido”, defendeu o palestrante.


Presenças


Estiveram presentes na abertura do CJUR 2012, o 3º vice presidente do TJMG e superintendente da Gestão da Inovação (Agin), desembargador Manuel Bravo Saramago, a vice-corregedora de Justiça, desembargadora Vanessa Verdolin, o superintende adjunto da Ejef, José Geraldo Saldanha da Fonseca, o diretor do Foro da comarca de Araxá, juiz de Direito José Aparecido Fausto de Oliveira, o assessor militar do TJMG, Tenente-Coronel Welington Caputo, o defensor público da comarca, Artur Ferreira de Castro, além dos desembargadores Herbert Carneiro, Delmival de Almeida Campos , Amorim Siqueira, Álvares Cabral, Jayme Silvestre Camargo  Corrêa Camargo, Alberto Deodato, Fortuna Grion e o juiz auxiliar da 2ª Vice-Presidência, Edson Feital Leite, entre outros.


Fonte: TJMG

Foto: Ascom/TJMG

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