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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

A Justiça e o Direito nos jornais deste sábado

15 de junho de 2013



A
ministra das Relações Institucionais Ideli Salvatti afirmou, nesta
sexta-feira (14/6), que, em caso de o Congresso Federal derrubar os
vetos presidenciais da Medida Provisória dos Portos, o governo irá à
Justiça. As edições da Folha de São Paulo e Correio Braziliense
deste sábado (14/6) deram destaque ao assunto, informando que Salvatti
considera como certa a judicialização da matéria em caso de o Parlamento
não consentir com os vetos feitos pela presidente Dilma. “O Congresso
tem que avaliar se quer continuar judicializando questões tão
estratégicas”, disse Salvatti.



Decisão revista

A Petrobras obteve o deferimento da liminar, no Superior Tribunal de
Justiça, suspendendo o pagamento de R$ 7,39 bilhões em créditos
tributários. A decisão foi do ministro do STJ Benedito Gonçalves, que,
um dia depois de negar o pedido da Petrobrás, voltou atrás concedendo a
liminar à empresa. O recuo foi motivado pelo eventual impacto provocado
pela suspensão das operações da companhia e o risco de desabastecimento
de combustível no país. Com a decisão provisória, a Petrobrás pode
renovar já nesta segunda-feira (17/6) sua Certidão Negativa de Débitos
Tributários, afastando assim a cobrança até o julgamento do recurso
especial. A decisão foi destaque nos principais jornais do país.



Comunicação terceirizada


Frederico Vasconcelos, da Folha,
informa que o Supremo Tribunal Federal vai abrir licitação para
contratar a empresa que fornecerá 35 profissionais que devem atuar sob a
coordenação da Secretaria de Comunicação Social da corte.



Privacidade sob ameaça

A Folha traz reportagem sobre a preocupação do
governo brasileiro em relação aos programas de vigilância de dados
eletrônicos e de internet levados a cabo por autoridades
norte-americanas. O ministro das Comunicações Paulo Bernardo fez a
primeira manifestação oficial do governo do Brasil sobre o assunto,
dizendo estar preocupado com violações à privacidade não só de cidadãos
americanos. Bernardo disse que enviou ofício ao ministro da Justiça José
Eduardo Cardozo e à chefe da Casa Civil Gleisi Hoffman, propondo uma
reunião do governo sobre o caso. A Folha também traz
detalhes sobre a perseguição ao ex-técnico da CIA Edward Snowden,
responsável pelo vazamento das informações relativas ao programa
americano.



Falências sob investigação

O Estadão publica neste sábado reportagem
sobre a investigação da Polícia Federal relativa ao suposto
envolvimento de desembargadores, juízes de 1ª instância e funcionários
do Tribunal de Justiça do Paraná com o grupo apontado por manipular
processos de falência em todo o estado. O caso chegou ao Superior
Tribunal de Justiça em abril e, nesta semana, juízes da Corregedoria
Nacional de Justiça e a subprocuradora-geral da República Lindôra Maria
Araújo realizaram uma busca no TJ-PR.



Liberdade condicional

A juíza venezuelana María Lourdes Afiuni ganhou, nesta
sexta-feira, liberdade condicional depois de ser presa em 2009. Afiuni
acabou detida depois de mandar soltar um banqueiro acusado de corrupção
por promotes apontados como filiados ideologicamente ao governo
chavista. Desde 2011, ela estava em prisão domiciliar em virtude de
problemas de saúde. As informações são do Estadão e da Folha de S. Paulo.



Demolição impopular

O Estadão também informa que caberá à Justiça
da Turquia se pronunciar sobre a polêmica demolição de um parque no
centro de Istambul. Os planos de construção de um shopping no lugar do
Parque Gezi deu início a uma onda de manifestação. A repercussão do
caso levou até mesmo a interferência do primeiro-ministro do país e
mobilizou a opinião pública. O assunto também é tema de um artigo de Tom A. Peter publicado originalmente no Christian Science Monitor e reproduzido pela edição deste sábado do Estadão.



Fiscalização da imprensa

A Assembleia Nacional do Equador aprovou nesta sexta-feira uma
nova lei que cria organismos de controle sobre a atividade jornalística.
O projeto prevê sanções administrativas a jornalistas e veículos da
imprensa. A nova lei dos meios de comunicação do país deve ser
promulgada em breve, informam com destaque o Estadão, a Folha, O Globo e o Correio Braziliense.



Pedido de extradição

A Folha de sábado informa que o brasileiro Amadeus
Richers, acusado de participar de um esquema de suborno de funcionários
de uma estatal do Haiti, está detido há mais de 60 dias em uma
penitenciária do Panamá e corre o risco de ser extraditado para os EUA.
A promotoria de Miami o acusa de envolvimento no pagamento de R$ 25
milhões a Teleco, estatal haitiana de telefonia fixa entre 2004 e 2005.
Morador de Curitiba, o brasileiro é sobrinho do empresário do ramo da
dublagem Herbert Richers (1923-2009) e foi preso no aeroporto da Cidade
do Panamá quando fazia uma conexão para o Equador. O caso será decidido
pela Corte Suprema do Panamá. Além de alegar inocência e afirmar que o
processo corre à sua revelia, Richers disse à Folha que divide uma cela com outros sete presos e que não há água corrente, torneira ou descarga.



Devolução de taxa

Motoristas da cidade de São Paulo já podem entrar com a solicitação
para o reembolso da taxa de R$ 47,44 da inspeção veicular. O decreto
que estabelece a devolução foi publicado no “Diário Oficial” da cidade
nesta sexta-feira (14/6). O pedido deve ser feito pela internet e ainda
não há previsão de quando começará os reembolsos.



OPINIÃO


Fidelidade partidária

Em seu espaço de editoriais O Estado de S. Paulo aborda
o jugamento, no Supremo Tribunal Federal, da liminar que o ministro
Gilmar Mendes concedeu interrompendo a tramitação do Projeto de Lei
4.470/12, que, na prática, inibe a criação de partidos políticos e
dificulta a fusão e incorporação entre agremiações já existentes. Apesar
de o Estadão elogiar a posição da maioria dos
ministros e avaliar que, uma vez convertido em lei, a tendência é que o
texto seja declarado inconstitucional, lamenta, contudo, a “incoerência”
de decisões anteriores, tanto do STF como do Tribunal Superior
Eleitoral, que, ao se pronunciarem sobre o estatuto de fidelidade
partidária, reforçaram a premissa de que os mandatos não pertencem aos
mandatários, mas as siglas sob as quais se elegeram. Leia mais sobre o
assunto aqui na ConJur.



Monitoramento indiscriminado

O advogado criminalista José Luís Oliveira Lima posiciona-se, na Folha deste
sábado, contrariamente ao monitoramento geral e indiscriminado de
cidadãos por órgãos do governo, sob o pretexto de se proteger a
sociedade. Falando sobre o recente caso americano, o advogado avalia que
mesmo que não ocorressem os inevitáveis abusos, os danos para a
democracia são irreparáveis, uma vez que a intimidade, um dos pilares
das sociedades livres, é comprometida. “Desnudado desse pequeno campo de
proteção particular, o cidadão perde a capacidade de se enxergar como
um ser único e titular de direitos. Por consequência, também não
consegue compreender e respeitar a particularidade do outro”, escreveu. O
advogado Joanisval Brito Gonçalvez, especialista em
inteligência de Estado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin),
faz o contraponto ao texto de Oliveira Lima, argumentando que nenhum
direito universal é absoluto.


Revista Consultor Jurídico, 15 de junho de 2013


 


 


 


 


 

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