Depois de seis dias de julgamento, 23 policiais militares foram condenados pelo massacre do Carandiru. O juiz José Augusto Marzagão definiu pena de 156 anos para cada um deles. Três dos 26 réus foram absolvidos a pedido do próprio Ministério Público. A Promotoria citou o julgamento do mensalão ao argumentar que não é preciso individualizar a conduta criminosa para condenar os acusados. Os réus têm o direito de recorrer em liberdade. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Contas altas
Respaldados pelas normas internas de despesas com a atividade parlamentar, os senadores pagaram cerca de R$ 1 milhão a escritórios de advocacia entre 2011 e abril de 2013. O valor corresponde a 20% do total gasto pelo órgão com consultorias no período. Para muitos dos reembolsos, não é exigida sequer a comprovação de que o serviço foi prestado. As informações são do jornal Correio Braziliense.
Troca de lugares
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, ocupará neste domingo o mesmo lugar em que esteve José Dirceu há treze anos. O ministro será orador da cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência na cidade de Tiradentes, em Minas Gerais. As honrarias são concedidas pelo governo mineiro desde 1952. O então presidente nacional do PT, José Dirceu, foi o orador a convite do governador Itamar Franco, em 2000. As informações são do jornal Estado de Minas.
Torcida pelos ingressos
COLUNAS
Busca por falhas
Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, os advogados se movimentam para apontar inconsistências no julgamento do mensalão após a publicação do acórdão pelo Supremo Tribunal Federal. Criminalistas vão destacar “contradição” ao rejeitar o desmembramento do processos por haver réus sem foro privilegiado, mas mandar o caso do argentino Carlos Alberto Quaglia para a primeira instância. A defesa de José Dirceu tentará reduzir a pena e evitar o regime fechado.
Páreo duro
A coluna também trata da acirrada disputa por uma vaga no Tribunal Superior Eleitoral. Evandro Pertence, filho do ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence, Erick Pereira, e o filho do ministro do Tribunal Superior do Trabalho Emmanuel Pereira, estão na corrida. Outro candidato é o advogado André Ramos Tavares, que não foi escolhido para uma cadeira no Conselho Nacional de Justiça.
Líder nas apostas
De acordo com a coluna Brasília-DF, do jornal Correio Braziliense, o mineiro Rodrigo Janot é o favorito para ser o novo procurador-geral da República a partir de agosto. O nome encontra simpatia no Planalto, principalmente por Janot fazer oposição a Roberto Gurgel, que desagradou os petistas. O candidato assume discurso de mais diálogo entre os três Poderes.
Velhos amigos
Jânio de Freitas, em sua coluna no jornal Folha de S.Paulo, destaca a relação de longa data entre Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, e o advogado Sérgio Bermudes. O ministro do STF foi alvo de críticas por ter recentemente julgado um caso que envolvia o amigo. O colunista lembra que, dentre outros episódios, Fux foi o juiz de primeira instância que deu vitória à apresentadora Xuxa, cliente de Bermudes à época, no pedido para retirar uma fita de vídeo de circulação no mercado.
OPINIÃO
Propostas equivocadas
O professor da Faculdade de Direito da UFMG, Túlio Vianna, discute a redução da maioridade penal em artigo no caderno Aliás, do jornal O Estado de S. Paulo. Segundo ele, a quantidade de delitos praticados por crianças e adolescentes não é tão elevada quanto pensa a opinião pública. Enjaular a juventude pobre em cárceres, na opinião do professor, é uma solução simplista, de custo baixo para o poder público, mas que não resolverá o problema da criminalidade.