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Amagis - Associação dos Magistrados Mineiros

10º Encontro de Gestores debate humanização dos serviços

29 de novembro de 2012
10º Encontro de Gestores debate humanização dos serviços


encontrogestores.jpg“Humanizar nosso serviço”. Com este tema foi aberto segunda-feira, 26 de novembro, pelo corregedor-geral de Justiça, desembargador Audebert Delage, o 10º Encontro de Gestores da Justiça de Primeira Instância da Capital. A 10ª edição do evento é resultado da parceria entre a Gerência de Apoio Administrativo (Geapa) e a Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef).


O Encontro, que reuniu gestores da comarca de Belo Horizonte, contou com as palestras “Servidor, a seu dispor! A quem sirvo e para que sirvo?”, proferida pelo juiz diretor do Foro de Belo Horizonte, Marco Antonio Feital Leite, e “Inovação e Liderança”, ministrada pelo consultor organizacional José Lopes Agulhô Júnior. O superintendente adjunto da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), desembargador Saldanha Fonseca, e o juiz auxiliar da 2ª vice-presidência Edison Feital Leite representaram a Ejef no encontro.


Em mensagem aos participantes, o corregedor Audebert Delage ressaltou a importância da troca de experiências que o Encontro de Gestores propicia entres todos que atuam na Justiça. Destacou ainda a “oportunidade ímpar” de estar presente, como corregedor, em um encontro desta natureza.


Ainda em seu pronunciamento, o corregedor Audebert Delage fez uma apresentação sintética dos campos de atuação da Corregedoria de Minas, explicou a estrutura do órgão e falou dos desafios a serem superados. Audebert Delage reafirmou seu compromisso com o apoio à informatização e o aprimoramento das atividades de orientação, destacando a importância dos gestores neste processo. “A função de orientação é destinada em plano prioritário aos magistrados e servidores e a informatização, sem a figura do ser humano para o seu acionamento, é máquina sem serventia”, finalizou.


O juiz auxiliar da 2ª vice-presidência, Edison Feital Leite, falou da importância da integração entre a Ejef, a Corregedoria e os servidores que atuam no TJ. “O Tribunal só vai melhorar se colhermos a experiência dos senhores (gestores) e separarmos o que dá certo do que dá errado”, afirmou o magistrado, destacando a importância de a instituição trocar experiências com seus servidores e magistrados.


Servidor, a seu dispor! A quem sirvo e para que sirvo?


A primeira palestra do Encontro, “Servidor, a seu dispor! A quem sirvo e para que sirvo?”, proferida pelo juiz diretor do Foro da capital, Marco Antonio Feital Leite, contou com a exibição de um trecho do filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, levando a uma reflexão sobre as tarefas rotineiras que cada gestor executa no seu cotidiano.


Comparando o TJ com uma máquina, Marco Antonio Feital Leite perguntou aos gestores: “O que o Judiciário produz?”. O magistrado fez uma reflexão sobre as funções dos servidores, numa época em que a Justiça passa por intensas mudanças, com o objetivo de responder às perguntas que dão nome à palestra: “A quem sirvo? Para que sirvo?”.


Para o magistrado, a figura humana é peça essencial deste sistema e sempre vai ser necessária, uma vez que as máquinas não fazem tudo sozinhas. O juiz destacou ainda que apesar de metas, cobranças e da falta de estrutura vivenciada pela Justiça brasileira é preciso que o Judiciário seja uma estrutura humana, tendo o servidor consciência do seu papel social e sabendo que seu comportamento pode amenizar os problemas vivenciados.


Inovação e Liderança


“Quem fez algo novo nos últimos 20 anos? O que é ser novo?”. Com estas perguntas, o consultor organizacional José Lopes Agulhô Júnior iniciou sua palestra “Inovação e Liderança”. Levando os presentes a uma reflexão, ele falou sobre a diferença entre “o novo e a novidade”. Para ele, “a novidade” está sempre presente na vida cotidiana, enquanto o que é realmente “novo” é mais difícil de emergir, de acontecer. O consultor também abordou a quantidade de informação que o homem tem à disposição nos dias de hoje com as mudanças trazidas pela internet.


“Servir como balança não é para qualquer um”, disse o consultor, ressaltando a importância da atividade de pacificar os conflitos sociais. Ele destacou também a importância de se ter atenção com o cidadão, uma vez que representamos a instituição. “O poder é conferido pela instituição e cada gestor gerencia sua estrutura; a competência é de cada um”, disse.


As características do líder também foram abordadas por José Lopes Agulho Júnior. O consultor apresentou uma fórmula matemática que pode ajudar os gestores a enfrentar o estresse do dia-a-dia. “S = D/E”, onde S é o estresse, D são as demandas e E representa a estrutura de cada um. Segundo o consultor, o resultado da conta deve tender a 1. Ainda segundo Agulho, cabe ao gestor administrar a estrutura (E), uma vez que a demanda (D) existe e não depende do gestor. “Gerir é gerir-se”, disse o consultor.


Numa busca pela resposta à pergunta lançada no início da palestra, sobre o que é ser novo, Agulho finaliza afirmando que “ser novo é ser humano”.


Encontro de Gestores


O Encontro de Gestores da Justiça de Primeira Instância da Capital chega a sua 10ª edição com o propósito de continuar a discutir temas de interesse dos gestores de Belo Horizonte. A primeira edição desses debates acontecu em abril de 2008. O Encontro de Gestores é uma realização da Gerência de Apoio Administrativo (Geapa) em parceria com a Ejef, com o apoio da Direção do Foro de Belo Horizonte e da Assessoria de Comunicação Institucional do Fórum Lafayette.


Fonte: TJMG

Foto: Ascom/TJMG

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